Governo do Brasil confirma a morte de uma mãe e uma criança brasileiras no Líbano
Ataques na região Sul do país foi o mais letal desde o início do cessar-fogo com o Hezbollah
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Ataques de Israel no sul do Líbano mataram 14 pessoas no domingo (26), no dia mais letal desde o início do cessar-fogo com o Hezbollah. Dentre as vítimas, estão uma mãe e uma criança brasileiras. A informação foi confirmada pelo Governo Brasileiro, por meio de uma nota do Itamaraty.
O Ministério da Saúde do Líbano confirmou a morte de 14 pessoas e 37 feridos. Entre os mortos estão duas mulheres e duas crianças, vítimas de ataques em várias regiões do sul do país.
Israel ordenou a saída de moradores de sete cidades libanesas. O exército israelense pediu que os civis deixassem áreas ao norte do rio Litani e afirmou ter atacado combatentes, lançadores de foguetes e um depósito de armas do Hezbollah.
O Hezbollah atacou tropas israelenses dentro do Líbano. O grupo também atingiu a equipe de resgate enviada para o local. Israel confirmou a morte de um soldado e o ferimento de outros seis na ação.
O primeiro-ministro de Israel acusou o Hezbollah de destruir o acordo. "As violações do Hezbollah estão, na prática, desmontando o cessar-fogo", disse Benjamin Netanyahu. Ele afirmou que Israel age de acordo com as regras combinadas com os Estados Unidos.
O Hezbollah prometeu manter os ataques a tropas israelenses. O grupo afirmou que não vai parar enquanto Israel continuar violando o cessar-fogo e destacou que não vai esperar por uma diplomacia que "se provou ineficaz".
O acordo de paz começou em 16 de abril e vai até meados de maio. Mediado pelos Estados Unidos, o cessar-fogo reduziu as hostilidades, mas os dois lados continuam trocando tiros e acusações.
A guerra atual começou em 2 de março. O Hezbollah disparou foguetes contra Israel para vingar a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Desde então, mais de 2.500 pessoas morreram no Líbano.
O exército israelense atua em uma zona de segurança de 10 quilômetros. A área fica dentro do território libanês ao longo da fronteira. Do lado israelense, os ataques do Hezbollah mataram dois civis e 16 soldados desde o início do conflito.
Veja a nota do Itamaraty
O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel. Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado. A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio.
Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).
Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.
Nesse contexto, o Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês.
A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado.
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