Brasil atinge recorde de 715 mil aprendizes; Cristiane Allyne celebra efetivação
Com 715.277 contratações registradas pelo Ministério do Trabalho, programa se consolida como porta de entrada e empresa destaca casos de sucesso
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O Brasil alcançou a marca histórica de 715.277 jovens aprendizes contratados no último ano, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O índice reflete a expansão de um modelo que une capacitação teórica e prática para brasileiros entre 14 e 24 anos. No mercado local, empresas como o Grupo Raymundo da Fonte utilizam a modalidade para identificar talentos, resultando em casos de efetivação como o de Cristiane Allyne, que hoje ocupa o cargo de assistente de marketing e trade após nove anos na companhia.
Trajetórias de crescimento no mercado
A ascensão de Cristiane Allyne exemplifica o ciclo de desenvolvimento proposto pela legislação. Ela ingressou na empresa como aprendiz e percorreu quase uma década de evolução interna. “Sem dúvidas, iniciar minha vida profissional na empresa foi uma experiência única e enriquecedora, que me impulsionou a seguir me desenvolvendo até conquistar a efetivação”, destaca Cristiane.
O movimento de transição de estudante para profissional efetivo também faz parte da história de José Fidelis, de 24 anos. Atual analista de trade Jr., ele iniciou sua jornada na companhia há cinco anos. “Entrei na Raymundo faz 5 anos, no início, me sentia inseguro em relação ao mercado de trabalho, mas determinado a me desenvolver. Encontrei uma equipe sempre disposta a ajudar e fui buscando formas de aprimorar meu trabalho até conquistar autonomia”, relembra Fidelis.
Critérios e funcionamento do programa
Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia do Jovem Aprendiz destaca a importância da formação técnica aliada ao primeiro emprego. Para participar, o candidato deve cumprir requisitos específicos que garantam a permanência nos estudos enquanto adquire experiência de escritório ou chão de fábrica.
A consultora de Recursos Humanos e de Carreira, Andrea Vieira, explica que a estrutura do programa é desenhada para quem possui pouca ou nenhuma experiência prévia.
“Para ingressar como jovem aprendiz, é necessário estar dentro da faixa etária prevista em lei e, preferencialmente, matriculado e frequentando a escola. O programa combina atividades práticas com capacitação teórica, permitindo que o jovem desenvolva habilidades profissionais desde cedo. Atendendo a esses requisitos, ele já pode buscar oportunidades”, pontua a especialista.
Perfil do aprendiz brasileiro
Os dados do MTE detalham quem ocupa essas vagas. As mulheres dominam o cenário com 52,9% dos postos, enquanto homens somam 47,1%. Em relação à faixa etária, o grupo de até 17 anos é o mais expressivo, com 419.102 contratos. O levantamento também aponta a inclusão de 2.659 pessoas com deficiência acima de 25 anos, público para o qual não há limite de idade na modalidade.
“Esse recorde representa a retomada da aprendizagem como principal porta de entrada para o primeiro emprego no país”, afirma o diretor de Políticas de Trabalho para a Juventude do MTE, João Victor da Motta. Segundo ele, o modelo atende à demanda das empresas por qualificação técnica específica.
Habilidades para a efetivação
Para converter o contrato de aprendizagem em uma vaga efetiva, especialistas e gestores apontam um conjunto de competências fundamentais observadas no dia a dia corporativo:
Postura e Ética: respeito às normas e atitude profissional.
Proatividade: busca por soluções sem dependência exclusiva de comandos.
Responsabilidade: rigor com prazos e compromissos assumidos.
Inteligência Emocional: capacidade de absorver feedbacks e lidar com pressões.
Resiliência e Curiosidade: manutenção do esforço diante de dificuldades e vontade constante de aprender.
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