MPPE recorre de absolvição do Padre Airton Freire em caso de estupro
Órgão ministerial contesta decisão da Vara Única de Buíque e busca mudança da sentença
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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) formalizou um recurso de apelação contra a sentença da Vara Única de Buíque que absolveu o padre Airton Freire e o motorista Jailson Leonardo da Silva da acusação de estupro. A decisão de primeira instância, dada pelo juiz Felipe Marinho dos Santos no final de março, se baseou na premissa de que as provas periciais colhidas durante o inquérito contradizem o relato da denunciante, a personal stylist Silvia Tavares da Silva, o que teria inviabilizado a comprovação do crime.
Diante desse desfecho, o órgão ministerial busca agora a reforma total da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), defendendo que a apelação é a via jurídica adequada para rediscutir o mérito da questão em segunda instância.
Embora o processo tramite sob rigoroso sigilo de justiça, o MPPE enfatizou a necessidade de preservar a integridade da vítima, alertando contra atos de revitimização e julgamentos morais enquanto o Poder Judiciário analisa o caso. A instituição reforçou que canais como o Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV) permanecem à disposição para acolher qualquer cidadão que tenha sofrido condutas ilícitas.
ABSOLVIÇÃO FOI CONTESTADA PELA ACUSÃO
Quando a Vara ùnica de Buíque decidiu pela inocência do Padre Airton e do motorista dele, Jailson Leonardo da Silv, no final do mês de março último, mente, a assistência de acusação, representada pelo advogado Rafael Nunes, manifestou surpresa e indignação com a absolvição, confirmando que também recorreria da sentença.
A defesa de Silvia Tavares rebateu as conclusões do juiz, sustentando que o conjunto probatório — que inclui laudos de sêmen, dados recuperados de aparelhos eletrônicos e registros fotográficos — é suficiente para a condenação. Além disso, a acusação destaca a existência de outros quatro inquéritos de natureza semelhante vinculados ao religioso.
Por outro lado, a defesa do padre Airton Freire mantém a posição de que as perícias e os depoimentos apresentam inconsistências que fragilizam a versão da denunciante. O caso, que remonta a fatos ocorridos em 2022 e resultou na prisão dos acusados em 2023, aguarda agora o novo entendimento dos desembargadores da capital pernambucana.
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