Trump ataca Leão 14: 'Não quero um papa que critica o presidente dos EUA'
Na publicação, Trump diz que Leão é "frouxo com a criminalidade e terrível para a política externa"
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou um longo texto na sua rede social atacando o papa Leão 14, o primeiro pontífice americano da história da Igreja Católica. Na publicação, Trump diz que Leão é "frouxo com a criminalidade e terrível para a política externa".
"Não quero um papa que acha que tudo bem o Irã tem uma arma nuclear", escreveu o presidente dos EUA, em aparente referência às críticas constantes de Leão à guerra no Oriente Médio —o pontífice chegou a dizer que Deus não escuta as preces daqueles que fazem a guerra.
"Não quero um papa que acha ruim que os EUA atacaram a Venezuela (...) e não quero um papa que critica o presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo o que fui eleito, DE LAVADA, para fazer", prosseguiu Trump.
O republicano disse ainda que Leão, eleito em maio de 2025, só foi escolhido pelo Colégio Cardinalício graças a ele, Trump. "Ele deveria ser grato, porque, como todo mundo sabe, ele foi uma surpresa. Não estava em nenhuma lista, e só colocaram ele lá porque era americano e a Igreja achou que seria a melhor maneria de lidar com o Presidente Donald J. Trump", escreveu, se referindo a si mesmo na terceira pessoa.
"Leão deveria se ajustar, usar o senso comum, parar de tentar agradar a esquerda radical e se concentrar em ser um grande papa, e não um político", concluiu o presidente americano.
As relações entre a Santa Sé e Washington passam por um momento de tensão. Após as repetidas críticas de Leão 14 às guerras dos EUA, a imprensa americana relatou que o núncio apostólico aos EUA, equivalente a um embaixador, teria sido convocado ao Pentágono pelo governo Trump.
Lá, o cardeal Cristophe Pierre teria sido ameaçado pelos militares americanos, que teriam insinuado que poderiam usar força militar contra o Vaticano se Leão não interrompesse suas críticas. Especificamente, os membros do governo Trump teriam relembrado ao núncio apostólico a história do papado de Avignon —quando a Coroa francesa prendeu um pontífice e pressionou a Igreja a mudar a sede do papado para a França.
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