Crime em Cariacica: Ar-condicionado motivou discussão entre vizinhas
Luiz Gustavo Xavier do Vale atirou contra o casal Daniele e Francisca após receber ligação da ex. Crime foi em Cruzeiro do Sul
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O cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale continua preso no Quartel do Comando-Geral da PM, pelo assassinato de Daniele Toledo Rocha, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31 anos, após uma discussão das vítimas com a ex-mulher dele.
De acordo com a TV Tribuna/Band, a discussão entre as três teria começado, segundo vizinhos, porque Daniele e Francisca acusaram a ex do PM de roubar a energia do ar-condicionado delas, no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica.
A ex do cabo, que não quis ser identificada, alegou que as vítimas tinham xingado e ameaçado o filho, de 8 anos, do ex-casal, que é autista.
“Elas ficaram me provocando. Falando que estava roubando energia delas. Eu desci com a faca e nisso juntou as duas em cima de mim. Me jogaram no muro, me batendo, puxando meus cabelos, quebrando minhas unhas, me machucando.”
Segundo ela, uma vizinha conseguiu separar a briga. “Foi onde eu falei: ‘Não vou mais agir com as minhas mãos, vou ligar para o meu ex-marido’”, afirmou.
Após a ligação da ex, o policial, lotado na 1ª Companhia (Itacibá) do 7º Batalhão (Cariacica), em atividades internas, pediu apoio aos colegas que estavam em serviço e foi junto na viatura até o local.
Imagens obtidas em primeira mão pela TV Tribuna/Band mostram o momento em que o militar chega ao local e, logo depois, dispara contra as vítimas.
A irmã de Francisca disse que a família espera por justiça. “Ninguém viu ela reagir e nem nada. Ele chegou lá e executou as duas. Ele atirou para matar, na cabeça. Queremos justiça.”
Luiz Gustavo estava afastado do trabalho nas ruas, após uma ocorrência que resultou na morte da travesti conhecida como Lara Croft, de 34 anos, em Alto Lage, também em Cariacica, em julho de 2022.
Lara teria tentado golpear o cabo e outros dois policiais com um barbeador. O cabo teria atirado para se proteger, segundo a versão oficial, contestada por moradores e familiares da vítima na ocasião.
Segundo a PM, o Ministério Público do Estado pediu o afastamento do cabo das ruas, mas não houve determinação judicial para que ele trabalhasse sem arma.
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