Segredo perturbador ameaça casamento no filme "O Drama"
Em “O Drama”, casal está prestes a viver o momento mais especial de sua vida até que uma revelação do passado vem à tona
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Um segredo perturbador ameaça o casamento do casal vivido pelos astros Zendaya e Robert Pattinson em “O Drama”, filme que estreia hoje nas telonas do Espírito Santo.
Com o longa-metragem produzido pela A24, a dupla inicia uma parceria nas telonas composta por três produções. Em breve, o público vai poder ver os dois contracenando novamente em “Duna: Parte Três” e “A Odisseia”.
Mas, neste momento, é um romance recheado de drama e suspense que tem causado entre o público com sua reviravolta. Em “O Drama”, Zendaya interpreta Emma Harwood, uma atendente de livraria que se apaixona, pela primeira vez, aos 30 anos.
O felizardo é o diretor de museu britânico Charlie Thompson, personagem de Robert Pattinson. Apaixonado, o casal está prestes a viver o momento mais especial de sua vida: o casamento. Até que uma revelação do passado vem à tona e coloca em xeque toda a relação.
O segredo impressionou os atores quando leram o roteiro. O galã de “Crepúsculo” foi um deles: “Quando descobri, minha reação foi: ‘Nossa, as pessoas vão surtar quando assistirem isso’”.
Sobre a cena da reviravolta, que acontece durante um jantar com amigos do casal, a atriz Alana Haim comentou: “Filmamos como uma peça de teatro. Fizemos tudo do começo ao fim, sem pausas, como se estivéssemos numa corrida sem fim, só que gravamos um milhão de takes”, detalhou.
A ideia do diretor Kristoff Borgli, responsável pelos provocantes “Doente de Mim Mesma” (2023) e “O Homem dos Sonhos” (2024), é propor um mergulho nas complexidades das relações humanas.
Além de Pattinson e Zendaya, Mamoudou Athie (“Caixa Preta”) e Hailey Gates (“Atropia”) também fazem parte do elenco.
Crítica
Limitado ao público americano
O melhor de “O Drama” é seu início, desde o encontro entre Charlie (Robert Pattinson) e Emma (Zendaya). O estilo é leve e ágil, como se acompanhasse certa felicidade em torno do casal. É um momento de notações bastante sensíveis, como Charlie entender que uma das razões de se ter apaixonado pela garota foi seu modo de rir.
Já namorados, a caminho do casamento, num desses encontros entre amigos, que Emma conta o que fez de pior em sua vida: planejou atacar a escola em que estudava, promover um morticínio e depois se matar. Não fez nada disso, é claro, mas o que diz é o bastante para deixar transtornada a amiga Rachel, que não hesita em tomá-la por psicopata.
Rachel vive um trauma bem pessoal com esse tipo de massacre: uma prima, vítima de um ataque dessa natureza, tornou-se paraplégica por conta de um deles.
Esse é o momento em que o filme talvez se torne mais próximo de uma plateia dos EUA – onde eventos dessa natureza são tristemente frequentes. Aqui tenderíamos mais a chamar de psicopatas os responsáveis por, por exemplo, assassinatos de mulheres – também tristemente frequentes.
O que cobre a palavra psicopata é uma questão, talvez seja mesmo o drama de “O Drama”. Emma explica que isso se deu em sua adolescência, num momento em que sofria bullying. Como não levou o plano adiante, tudo se limitou a uma espécie de devaneio macabro, que ela acabou sublimando em seguida.
Curiosamente, Rachel praticou uma maldade, também nos tempos de escola, de que não teria motivos para se orgulhar. Mas, tudo bem. O problema do filme não é exatamente esse. E, sim, o fato de que o uso da palavra “psicopata” dar a impressão de que ocupa um lugar central na sociedade americana. Lançada em direção a uma pessoa, torna-se um estigma.
Talvez estejamos num momento em que a sociedade estadunidense passou a psicologizar certos eventos de maneira excessiva, talvez maníaca, pode ser. O problema de “O Drama” é que certo mal-estar difuso na sociedade torna-se uma maldição na vida de Emma que se explica muito mal dramaticamente.
Outras estreias
“Cinco Tipos de Medo”
Premiado no Festival de Gramado com 4 Kikitos, o drama conta a história de cinco vidas que se conectam. Bella Campos, o cantor Xamã, João Vitor Silva e Bárbara Colen encabeçam o elenco da produção.
“Os Estranhos: Capítulo Final”
Madelaine Petsch (“Riverdale”) volta para a conclusão da trilogia de terror. Após tomar as rédeas no final do capítulo anterior, a personagem da atriz enfrenta novos perigos.
“Pai Mãe Irmã Irmão”
Figura central do cinema independente desde os anos 80, o diretor Jim Jarmusch retorna com filme que traz três histórias. Nelas, são tratadas as relações entre filhos adultos, seus pais e entre eles mesmos.
“BTS World Tour ´Arirang´ In Goyang Live Viewing”
A nova turnê do BTS começa com shows em Goyang (Coreia do Sul) e Tóquio (Japão), apresentados ao vivo nos cinemas.
“A Família da Fé”
Divertida comédia de confusões sobre a vida e os conflitos de uma família cristã e sua interação com pessoas que não creem e nem veem a vida como eles.
“A Cronologia da Água”
Marcando a estreia de Kristen Stewart na direção, filme apresenta as memórias de uma jovem que cresce com as marcas sofridas pelo abuso sexual do próprio pai.
“O Mago do Kremlin”
Thriller político com Jude Law na pele Vladimir Putin, presidente da Rússia. O filme oferece uma experiência em uma das instituições políticas mais protegidas do mundo.
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