Estudante capixaba em competição internacional: "já me sinto um campeão"
Davi Gisto de Barros faz parte de estudo que transforma alga “vilã das praias” em matéria-prima para bioplástico
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Um projeto que transforma algas do litoral capixaba em matéria-prima para a produção de bioplástico levou um aluno de Vitória à final do TeenTech Awards 2026, uma competição internacional de inovação e tecnologia realizada na Inglaterra.
Nascido na capital e morador do bairro São Pedro, Davi Gisto de Barros tem 15 anos e é estudante da 1ª série do ensino médio da Escola Estadual Irmã Maria Horta.
Ele, que possui altas habilidades, conta que sempre se interessou por Biologia e que vê no estudo uma oportunidade de ajudar o planeta. “Através das algas marinhas estamos criando um tipo de plástico que diminui a poluição do meio ambiente”, explicou.
Intitulado “Creating Bioplastic from algae”, o projeto busca demonstrar a viabilidade da produção de bioplásticos de baixo custo e rápida decomposição a partir do sargaço, alga considerada “vilã das praias” por impactar ecossistemas devido às mudanças climáticas.
Luiz Gustavo Gomes, professor orientador do projeto, conta que o estudo foi desenvolvido em parceria com estudantes dos Estados Unidos, integrando uma equipe internacional. “As reuniões são on-line e, juntos, damos ideias e opiniões. O Davi estuda algas capixabas e o restante da equipe analisa o litoral da Flórida”.
Em contagem regressiva para a final, que está prevista para o mês de junho, o professor diz confiar no potencial do estudo para vencer a premiação. “A expectativa está sendo a melhor possível. Nós queremos ganhar, porque é um projeto muito interessante, que cuida da sustentabilidade”.
O sentimento é compartilhado por Davi, que fala sobre o orgulho de representar o Espírito Santo e o Brasil na competição. “Mesmo se não ganhar, já me sinto um campeão por ter chegado tão longe. Quero continuar com o projeto e seguir em frente com esse estudo”.
Como finalistas da competição, eles receberão apoio para desenvolver a pesquisa, incluindo a oportunidade de apresentar o projeto para especialistas e o acesso a mentorias exclusivas para aprimorarem suas ideias.
“Mesmo se eu não ganhar, já me sinto um campeão”
A Tribuna — Como você se interessou pela Biologia?
Davi Gisto de Barros — Foi através dos estudos. Também tenho altas habilidades em Artes e gosto de conhecer e aprender novas línguas.
Qual a importância do seu projeto? Como ele pode ajudar o mundo?
O estudo fala sobre a questão do plástico. Ao invés de prejudicar o ambiente, estamos ajudando o planeta com as algas marinhas, que viram bioplástico, que é mais sustentável.
Como você se sente representando o Espírito Santo e o Brasil na competição?
Estou muito alegre com essa possibilidade que estou tendo. Mesmo se eu não ganhar, já me sinto um campeão por ter chegado tão longe. Quero continuar com o projeto e seguir em frente com esse estudo.
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