Evangélicos tentam impulsionar pré-candidatura de aliados
Casos vão de pastores que pedem do púlpito apoio a pré-candidatos à realização de eventos religiosos com destaque a postulantes a cargos
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Líderes evangélicos têm usado sua influência para impulsionar aliados nas eleições. Os casos vão de pastores que pedem explicitamente apoio a pré-candidatos à realização de eventos de cunho religioso com lugar de destaque aos postulantes. Entre os exemplos, há culto com sorteio de prêmios e uso de meios de comunicação para a aproximação desse segmento com o eleitorado.
O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), pré-candidato a senador, foi a São Paulo no início de março para um culto da Assembleia de Deus. Lá, Eliseu Virgílio, líder da igreja em Pernambuco, disse do púlpito que Da Fonte “é nosso futuro senador”, ao que o bispo Samuel Ferreira respondeu que “vai ficar mais fácil de fazer campanha”.
A lei eleitoral proíbe a realização de propaganda eleitoral em templos religiosos. Procurado, o deputado não se manifestou.
O mesmo Samuel Ferreira gravou um vídeo nas redes sociais pedindo apoio ao deputado Marco Feliciano (PL-SP) para o Senado por São Paulo. “Temos a necessidade de termos alguém que pense em nome da igreja ali no Senado. Quero falar da possibilidade de elegermos até dois senadores evangélicos, mas, neste vídeo, quero lembrá-lo do nome do nosso amigo, pastor da nossa igreja, Marco Feliciano”, disse no vídeo.
Tour
Segunda-feira (06), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou, em São Paulo, um tour por igrejas evangélicas com encontros reservados com lideranças religiosas, em meio à disputa pelo eleitorado evangélico.
A agenda foi acelerada após movimentos recentes de adversários — como o governador Ronaldo Caiado (PSD), que teve a candidatura oficializada semana passada — para avançar sobre o segmento.
O primeiro movimento aconteceu pela manhã, em um encontro estadual de obreiros da Assembleia de Deus Ministério do Belém. Durante o evento, Flávio subiu ao púlpito, se ajoelhou e recebeu uma oração do bispo José Wellington Bezerra da Costa diante de ao menos 40 de pastores.
Na oração, o bispo fez referência direta ao futuro político do senador: “Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação. Que ele tenha graça e nasça do céu”.
O encontro reuniu dezenas de pastores e integrou uma reunião de obreiros — que inclui diferentes níveis de liderança da igreja.
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