Novo programa de renegociação de dívidas terá até 80% de desconto
Ministro garantiu que novo programa para ajudar as famílias a renegociar débitos será mais eficaz e completo do que o Desenrola
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Um novo programa do governo federal para renegociação de dívidas prevê 80% de desconto, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A ideia, segundo ele, é que se ofereça 80% de desconto, sendo os 20% restantes da dívida refinanciados.
Durigan disse ainda que o novo programa de renegociação de dívidas deve sair em cerca de 10 dias.
O programa deve ser restrito às modalidades mais caras do mercado: cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.
Para governo e bancos, essas linhas são as principais causas do endividamento excessivo da população e do alto comprometimento da renda com o pagamento das parcelas. Atualmente, quase um terço da renda das famílias é consumido com o pagamento de dívidas, ou 29,3%, recorde da série histórica do BC, iniciada em 2011.
A ideia é que, com o programa, clientes inadimplentes consigam trocar essas dívidas caras por uma modalidade mais barata, com taxas menores, segundo o governo.
“A gente está fazendo algo que seja simples, muito didático para as pessoas acessarem e renegociarem sua dívida e que também tenha uma espécie de contrapartida ou cuidado em termos de educação financeira para que as pessoas não voltem a se endividar”, disse Durigan.
A proposta de tentar que os bancos pratiquem juros menores sobre os 20% remanescentes é positiva, pois pode tornar a renegociação mais sustentável e reduzir a reincidência do inadimplemento, avaliou o economista e diretor da Facan, Marcelo Loyola Fraga.
“Bancos precificam risco, custo de captação e inadimplência. Sem mecanismos que reduzam esses fatores, o repasse pode ser parcial. Ainda assim, o programa pode aumentar a recuperação de crédito e melhorar o ambiente financeiro”, disse.
Saiba Mais
O novo programa
A ideia é que o novo programa seja mais simples que o Desenrola, lançado pelo governo federal em 2023.
Está sendo discutido se a renegociação obedecerá um teto de juros, definido por faixas salariais, por exemplo. Mas executivos do setor bancário afirmam que essa é a tendência, considerando que o governo federal deve entrar com algum tipo de fundo garantidor para diminuir o risco das operações, principalmente para clientes que ganham até três salários mínimos.
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