Seu banco cabe no celular. Agora, vai funcionar sem você perceber
Com avanço do 5G, serviços bancários se tornam mais rápidos, integrados e quase imperceptíveis, elevando o nível de exigência dos usuários
Tasso Lugon
Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.
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Ir ao banco, pegar senha, esperar atendimento… isso já não faz mais parte da rotina da maioria das pessoas. Hoje, tudo acontece pelo celular, do pagamento do dia a dia até decisões financeiras mais importantes.
Os números mostram bem essa virada. Cerca de 75% das transações bancárias no Brasil já são feitas pelo celular, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, realizada pela Deloitte. Entre pessoas físicas, esse número passa de 90%. Na prática, o celular deixou de ser um canal alternativo e virou o principal meio de relacionamento com os bancos.
Só que essa mudança ainda não chegou ao limite. A próxima etapa já começou e tem nome: 5G.
Quando se fala em 5G, muita gente pensa apenas em internet mais rápida. Mas, no dia a dia, o impacto mais relevante é outro: o tempo de resposta praticamente some. O que antes levava alguns milissegundos para acontecer, agora acontece na hora.
Pode parecer detalhe, mas não é.
O aplicativo abre sem delay, a biometria funciona de imediato, o Pix acontece quase sem você perceber. Aos poucos, aquela pequena espera que a gente já estava acostumado simplesmente desaparece.
E isso muda a forma como a gente enxerga o serviço. O que antes parecia rápido passa a ser o mínimo esperado. E, naturalmente, o nível de exigência sobe.
Em um mercado como o financeiro, onde a concorrência é grande, isso faz diferença. Não basta funcionar bem; precisa ser simples, rápido e sem fricção.
Outro ponto que começa a ganhar força é a segurança. Com o 5G, fica mais fácil cruzar diferentes formas de validação ao mesmo tempo como reconhecimento facial, padrão de uso e até dados de outros dispositivos conectados.
Na prática, isso torna as operações mais seguras sem complicar a vida do usuário. A segurança deixa de ser uma etapa visível e passa a acontecer nos bastidores.
Além disso, a tecnologia abre espaço para algo maior: integrar ainda mais os serviços financeiros à rotina das pessoas. Pagamentos automáticos, assistentes digitais e soluções personalizadas deixam de ser tendência e começam a virar realidade.
No Brasil, a base para isso já está sendo construída. A cobertura do 5G já chega a cerca de 64,9% da população, segundo o Ministério das Comunicações. Ao mesmo tempo, apenas 21,5% das linhas utilizam a tecnologia, de acordo com a Anatel.
Isso mostra que ainda estamos no começo dessa transformação.
E talvez esse seja o ponto mais interessante.
A tecnologia já existe. O comportamento das pessoas já mudou. O que vai fazer diferença daqui pra frente é como tudo isso será usado na prática.
No fim, o banco do futuro não vai ser apenas mais rápido. Vai ser mais simples, mais integrado e, principalmente, menos perceptível.
E, quando isso acontecer, talvez a gente nem perceba que está usando um banco.
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