Remédios mais caros a partir desta quarta-feira nas farmácias
Reajuste autorizado serve como teto para a indústria farmacêutica. Farmácias têm a liberdade para aplicar aumentos menores
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Os preços dos medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir desta quarta-feira (1). O aumento máximo varia de acordo com o nível de concorrência de cada produto e serve como teto para a indústria farmacêutica.
A resolução foi publicada no Diário Oficial da União pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão vinculado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Na prática, os reajustes não são automáticos e podem não chegar integralmente ao consumidor. Distribuidoras e farmácias têm liberdade para aplicar aumentos menores – ou até manter os preços – dependendo de estoques e estratégias comerciais.
O percentual médio autorizado para 2026 é de 2,47%, referente aos medicamentos com nível intermediário de concorrência. Segundo a Cmed, trata-se do menor índice em quase 20 anos e abaixo da inflação acumulada em 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 3,81%.
O modelo de reajuste segue regras previstas em lei e considera uma fórmula que parte da inflação e desconta ganhos de produtividade da indústria farmacêutica. O cálculo também leva em conta custos não captados pelo índice inflacionário, como variações cambiais e de insumos.
Para aplicar o reajuste, as empresas precisam ter enviado à Cmed o Relatório de Comercialização, documento obrigatório com dados de faturamento e volume de vendas. As informações são tratadas de forma confidencial, mas o envio é condição para a autorização dos aumentos.
Lista
A legislação também determina que fabricantes e farmácias deem publicidade aos preços e mantenham listas atualizadas à disposição dos consumidores, sem ultrapassar os valores máximos definidos pela Cmed.
Alguns tipos de produtos, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos isentos de prescrição com alta concorrência, não seguem necessariamente a regra de reajuste anual e podem ter dinâmica própria de preços.
Reajuste deve ser gradual
Todos os anos, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) estabelece critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos.
São definidos preços máximos de comercialização dos medicamentos no Brasil, bem como os índices máximos do ajuste anual de preços.
Critérios para reajuste
Entre os fatores que compõem a fórmula da Cmed usada para definir os limites máximos de reajuste está o IPCA de fevereiro.
O reajuste também leva em consideração outros critérios econômicos, custos de produção e produtividade do setor, garantindo equilíbrio entre o acesso da população e a sustentabilidade da indústria farmacêutica.
Aumento em 2026
- NÍVEL 3 (medicamentos com maior concorrência no mercado): até 3,81%.
- NÍVEL 2 (medicamentos que possuem concorrência intermediária): até 2,47%.
- NÍVEL 1 (remédios com menor concorrência): até 1,13%.
Quando começa a valer
A partir de hoje, a indústria farmacêutica está autorizada a reajustar até o limite máximo o valor dos medicamentos.
A fixagem do reajuste não significa que a indústria tem obrigação de aumentar todos os medicamentos.
O governo estabelece um teto máximo de aumento, mas cada indústria decide se aplicará o reajuste integral, parcial ou nenhum ajuste em determinados produtos.
Para o consumidor
O reajuste pode ser sentido em alguns produtos de imediato e em outros não, já que muitas farmácias ainda têm estoques comprados antes do reajuste dos valores.
Nesse caso, o consumidor pode sentir a mudança de forma gradual.
Além disso, o preço final pode variar de acordo com descontos, promoções e políticas comerciais das farmácias, bem como de programas de acesso a medicamentos.
Como conferir o preço máximo do medicamento
A lista de preços máximos permitidos para a venda de medicamentos é disponibilizada para consulta e é atualizada mensalmente.
Ela pode ser conferida no site: www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/cmed.
Em caso de descumprimento das normas, as denúncias podem ser feitas no mesmo local.
Fonte: Anvisa.
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