Caiado: críticas à polarização e promessa de anistia
Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Caiado disse que seu 1º ato será beneficiar Bolsonaro, mas chamou Flávio de “inexperiente”
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Ao ser apresentado oficialmente como pré-candidato do PSD à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, prometeu “desativar” a polarização no País ao conceder uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Ele também recusou a pecha de radical, afirmou que “acredita na ciência” e classificou Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato à Presidência, como inexperiente.
“O Brasil não suporta mais viver uma situação que tem sido constante nos últimos anos. A polarização não é um traço da política nacional. Ela é sustentada por um projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é parte dela. É o que pretendo fazer”, disse.
Caiado disse que concederia anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro como “primeiro ato” no cargo. A medida dependeria de aprovação no Congresso. Neste mandato de Lula (PT), uma proposta de revisão das penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) passou pelo Legislativo, mas foi vetada pelo petista.
“Meu objetivo é pacificar o Brasil ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, dando mostras que a partir dali vou cuidar das pessoas”, afirmou o pré-candidato, fazendo analogias com sua carreira de médico antes de ingressar na política.
O anúncio da candidatura ocorreu na tarde de ontem, na sede do partido em São Paulo. Foi uma cerimônia fria, que não lotou o auditório e teve poucos momentos de reação mais efusiva da plateia.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, fez uma breve fala inaugural agradecendo aos demais postulantes à vaga e se posicionou ao lado do púlpito, onde o goiano discursou em pé.
Ele foi confirmado como pré-candidato após a desistência, na semana passada, do governador do Paraná, Ratinho Junior, considerado até então o favorito. A escolha frustrou ainda o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que trocou o PSDB pelo PSD e fez críticas à posição de Kassab ao ser informado da decisão.
Nenhum deles esteve no pronunciamento, apesar de terem sustentado, por algumas semanas, que estariam juntos no projeto independentemente do resultado.
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