Seu filho não é só inteligência
Educação vai além das notas e exige atenção ao desenvolvimento emocional dos filhos
Cláudio Miranda, terapeuta de Família e Psicopedagogo Clínico
Claudio Miranda é psicopedagogo clínico, especialista em distúrbios de aprendizagem, com formação pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e atuação no Ambulatório de Psicologia Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Especialista em TDAH, dislexia, autismo e outros transtornos do desenvolvimento, com publicação na Revista da FMRP-USP.
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Quando se tem um filho, a maioria dos pais se preocupam mais com as boas notas na escola, sua inteligência, passar em concursos e conquistar ótimos salários e posições sociais. Criar bem um filho ainda hoje se resume quase que exclusivamente a isso.
Não que isso não seja importante, mas não esqueça que o seu filho não é apenas cérebro e razão. Ele também é emoção e sentimento.
Com tudo que você proporciona ao seu filho hoje em termos materiais e acadêmicos, qual é o seu nível de proximidade afetiva e emocional com ele? Quais são os temas das conversas com os seus filhos? O assunto é só resultado na escola, futuro financeiro? Aliás, existe algum diálogo entre você pai e mãe com o seu filho?
Às vezes nos deparamos com garotos e garotas extremamente inteligentes, mas em total desestrutura afetiva. O potencial cognitivo de uma pessoa parece não a salvar de problemas que possam acontecer ao longo da sua vida.
As “mentes brilhantes” parecem não estar dando conta de ter relações saudáveis do ponto de vista da saúde mental.
Grandes potências mundiais são exuberantes em pesquisa, tecnologia e riqueza, contudo nesses países há um grande crescimento da depressão e suicídio nas várias idades da sua população. Parece faltar algo que alivie a dor e a insatisfação que acometem a população.
O foco demasiado em notas e produtividade escolar tem contribuído para desencadear situações intensas de ansiedade e tristeza em muitos alunos, por não conseguirem se enquadrar nesse padrão de exigência.
Precisamos desenvolver e valorizar a força interior e o potencial dos filhos em casa e dos alunos na escola. Além da inteligência, cada pessoa tem sua beleza e potencialidade afetiva.
O mundo precisa de pessoas boas, amáveis e justas. As várias instituições sociais, no mundo todo entram em colapso e se desagregam por falta de humanidade e pensamento coletivo nas relações.
Somos mais que inteligência, somos também afeto, convívio, relacionamento, arte, movimento, criatividade, percepção, sensibilidade, história e muito mais. O ser humano é multifacetado e com muitas possibilidades.
Não avalie seu filho apenas pela nota que ele tira na prova. Isso seria reduzi-lo somente ao raciocínio, lógica e memória. Seu filho é mais do que isso. Ele tem inteligências múltiplas com diversas potencialidades.
Eles estão passando por uma modificação e precisamos ter paciência com nossos filhos. Cobranças excessivas de resultado e produtividade acadêmica podem destruir e abalar a autoestima do seu filho desencadeando um sentimento de culpa por não ser tão bom quanto os pais gostariam.
As guerras que já aconteceram e que ainda acontecem no mundo e nas famílias são por causa do egoísmo humano e pela dificuldade em perceber as necessidades do outro.
Uma pessoa não deve causar dano a outro e nem uma nação pode gerar danos a outras.
O mundo precisa de homens e mulheres de bem, que sejam inteligentes e com boa formação acadêmica, mas que sejam bons e respeitosos com os direitos e necessidades do outro.
Mais do que nunca, o mundo precisa de pessoas com mais inteligência emocional.
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