Servidora relatou medo de PRF suspeito de matar comandante Dayse Barbosa
Conversas por meio de mensagens mostram insistência do agente para falar com a vítima, que recusa ligações
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Uma mensagem via aplicativo de mensagens expôs o medo de uma colega de trabalho do policial rodoviário federal Diego Oliveira, suspeito de matar a ex-namorada, Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal de Vitória. O agente, que tirou a própria vida após cometer o crime contra a companheira, respondia a um processo administrativo na PRF por importunação sexual.
A conversa foi publicada primeiramente pelo portal Metrópoles e divulgada pela TV Tribuna/Band nesta sexta-feira (27). No print, é possível ver registros de ligações entre Diego e a vítima.
O policial chega a pedir para que ela ligue para ele. A resposta da servidora foi de que não iria atendê-lo e afirmou: "O que aconteceu foi horrível".
Ainda na mensagem de texto, a vítima diz que não está bem, mas que tentaria fingir que nada aconteceu. Ela também afirma que não permaneceria no plantão e finaliza pedindo para que Diego não falasse mais com ela.
Segundo informações da repórter Suzy Faria, da TV Tribuna/Band, a vítima chegou a ser levada e buscada no trabalho pelo marido, que ficava no carro armado, aguardando alguma manifestação de Diego em relação a ela. Em depoimento, a servidora relatou que o policial disse, em algumas ocasiões, que não possuía controle emocional, o que a fazia temer o agente.
Devido ao processo não ter afastado Diego da função nem retirado sua arma, a servidora decidiu mudar de cidade e deixar o cargo.
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