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CONVERGÊNCIA

Quando a multidão financia boas ideias

Crowdfunding cresce no Brasil, amplia acesso a recursos e se firma como alternativa para tirar projetos do papel

Tasso Lugon | 26/03/2026, 12:49 h | Atualizado em 26/03/2026, 12:49
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Tasso Lugon

Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.

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Tasso Lugon |  Foto: Divulgação

Conseguir dinheiro para colocar uma ideia de pé ainda é um desafio para muita gente no Brasil. Bancos seguem cobrando garantias, histórico e uma papelada que desanima pequenos negócios.

Já os grandes investidores costumam olhar primeiro para empresas mais estruturadas. No meio desse caminho, o crowdfunding deixou de ser apenas uma novidade da internet e passou a ocupar um espaço real na vida de quem quer empreender.

Em palavras simples, crowdfunding é quando várias pessoas se juntam para financiar um projeto, uma empresa ou uma iniciativa. Em vez de depender apenas de um banco ou de um investidor com muito dinheiro, o empreendedor abre a porta para que muita gente participe com valores menores. O resultado é um modelo mais aberto, mais direto e, em muitos casos, mais possível.

E esse mercado vem crescendo de forma acelerada. Dados divulgados pela Comissão de Valores Mobiliários mostram que, no primeiro trimestre de 2025, as ofertas feitas por plataformas de investimento participativo somaram R$ 790 milhões. Isso representou 55% de todo o volume registrado em 2024, que ficou em R$ 1,43 bilhão.

No segundo trimestre, o avanço continuou: o valor das emissões iniciadas em 2025 já passava de R$ 2,2 bilhões, superando com folga o total do ano anterior.

Esses números ajudam a mostrar que não se trata mais de algo passageiro. O financiamento coletivo vem deixando de ser alternativa de nicho para se tornar uma porta concreta para empresas que antes tinham poucas opções. E parte disso tem relação direta com a mudança das regras.

Desde 2022, a Resolução CVM 88 ampliou o limite de captação para até R$ 15 milhões e aumentou o alcance das empresas que podem usar esse modelo.

Um dos setores que mais sentiram esse avanço foi o imobiliário. Com menos dinheiro disponível nas formas tradicionais de crédito, muitas incorporadoras menores passaram a olhar para o crowdfunding como saída prática.

Em vez de esperar pelos caminhos de sempre, encontraram uma forma mais ágil de buscar recursos e seguir com seus projetos. Essa mudança ajuda a explicar por que o modelo vem ganhando tanta força.

Mas o valor do crowdfunding não está apenas no dinheiro arrecadado. Ele também funciona como um teste de confiança.

Quando muitas pessoas topam colocar dinheiro em uma ideia, isso mostra que ela desperta interesse e faz sentido para o mercado. É quase como uma aprovação pública antes mesmo de o negócio crescer.

Claro que ainda existem desafios. O setor precisa ampliar a transparência, fortalecer a confiança e tornar esse modelo mais conhecido fora dos grandes centros. Mas a direção já está clara. O crowdfunding mostra que boas ideias não precisam mais esperar apenas pela boa vontade dos caminhos tradicionais. Quando a multidão acredita, ela ajuda a tirar projetos do papel.

E há um aspecto ainda mais interessante nesse movimento: quem apoia um projeto muitas vezes investe não só pelo possível retorno, mas também porque enxerga propósito, utilidade e futuro. Em um país criativo e cheio de talento, isso pode abrir portas que antes pareciam fechadas hoje.

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Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.

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