O que aprendi em uma sala de aula sobre empreendedorismo
Liberdade econômica e gestão de ativos impulsionam o círculo entre mercado financeiro e impacto social no ecossistema capixaba
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Há uma frase que ouço com frequência de investidores e empresários com quem converso: “Eu busco retorno, mas também quero significado”. É a busca por um círculo virtuoso, em que capital e propósito caminham juntos.
Aprendi isso cedo, na Fucape Business School. Foi lá que a liberdade econômica deixou de ser conceito de livro e virou vocação. E ali entendi que o mercado financeiro não é apenas mecanismo de alocação de recursos: é o principal instrumento de transformação social que a humanidade já produziu. E que empreender, no seu sentido mais profundo, é um ato de responsabilidade com o futuro.
Cultura empreendedora, ambiente de negócios sólido e formação de capital humano qualificado não são consequência do desenvolvimento: são a sua causa. Essa sequência explica o Espírito Santo melhor do que qualquer indicador isolado.
Com dívida líquida negativa, o maior índice proporcional de investimento público do País e um nível de investimento em educação acima da média nacional, o Espírito Santo consolidou-se como um dos principais polos de empreendedorismo do Brasil.
Esses números são resultado de gerações que tiveram a coragem de empreender e construir instituições sólidas.
Foi esse ambiente que deu origem à Apex. Quando fundei a empresa, em 2013, convidei amigos empreendedores que acreditaram no projeto de desenvolver os ecossistemas regionais brasileiros antes desse projeto existir de fato.
Nossa atuação traduz a nossa missão. Mais do que uma estrutura societária, o partnership reflete nossos valores: senso de dono, disciplina na execução, foco em resultados e visão de longo prazo.
Ao alinhar interesses de forma meritocrática e incentivar o protagonismo, criamos um ambiente onde pessoas assumem responsabilidade e constroem junto.
Também acreditamos que criatividade e parceria são a chave para soluções que façam sentido para cada cliente e cada região.
Por isso, investimos continuamente na formação de talentos locais, criando oportunidades para que profissionais se desenvolvam e se tornem sócios ao longo da sua trajetória.
Assim, a nossa cultura se fortalece e se perpetua pelas novas gerações — sempre em busca da nossa visão: ser o principal banco de investimento mercantil regional do Brasil até 2030.
A Fucape me formou. O Espírito Santo me deu a base para construir.
Fomentar a educação, a formação de lideranças e o empreendedorismo regional não é filantropia: é a consequência natural de quem foi ajudado no passado e entende que, agora, tem o dever de ajudar. É assim que entendo legado e propósito.
O mercado confirma que essa visão ressoa além dos números: as pessoas querem ver o capital investido gerando impacto real na comunidade onde vivem e trabalham.
Porque, no fim, capital bem alocado se transforma em empresa, empresa gera emprego, emprego gera renda e renda constrói futuro.
Apostar na inovação como ferramenta de desenvolvimento e conectar capital e empreendedorismo onde o Brasil de fato acontece: esse é o projeto que começou numa sala de aula em Vitória e ainda está em construção.
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