Moro se filia ao PL ao lado de Flávio em evento com acenos a Ratinho Jr.
Senador pretende concorrer ao Governo do Paraná
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O senador Sergio Moro se filiou ao PL nesta terça-feira (24) para concorrer ao Governo do Paraná, em evento ao lado do também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. A esposa de Moro, a deputada Rosângela Moro (PR), tal qual o marido, trocou o União Brasil pelo PL, onde vai disputar a reeleição.
Em seu discurso, Moro afirmou que o Paraná não vai faltar a Flávio, mas também acenou ao governador Ratinho Jr (PSD-PR), que desistiu, nesta segunda (23), de concorrer ao Palácio do Planalto para tentar emplacar um sucessor no Paraná. Moro afirmou que dará continuidade a boas políticas de Ratinho no estado.
"O Paraná vai ser a nossa fortaleza. [...] Vamos dar continuidade nas boas coisas que o atual governo fez, o governo Ratinho, mas vamos buscar também um governo de excelência, de mudança", disse Moro, ressaltando que conta com Flávio no Planalto para realizar os sonhos que almeja para o estado.
A respeito da desistência de Ratinho, Flávio elogiou o governador, mas afirmou que não havia entendido a decisão dele, em primeiro lugar, de ser candidato a presidente, pois "não tinha nenhuma razão". Há duas semanas, o PL pediu que Ratinho retirasse sua candidatura para ser candidato a vice-presidente na chapa bolsonarista, mas ele recusou, mantendo a posição de disputar o Planalto.
"Eu quero ele bem, gosto dele, admiro o seu trabalho. Sinceramente, não estava entendendo o movimento de ele ser candidato a presidente. Não tinha razão para isso. Aí tem que saber o que o motivou a se lançar e depois voltar atrás. [...] O Ratinho é sempre um bom quadro para compor com a gente a nível nacional", disse Flávio.
Flávio afirmou ainda que um apoio de Ratinho a Moro seria bem-vindo. O governador, no entanto, vai anunciar um aliado na corrida para o Executivo estadual e, nacionalmente, deve apoiar o candidato do PSD, que provavelmente será Ronaldo Caiado (PSD-GO) —apesar de não estar descartado que Ratinho também faça campanha para Flávio.
O evento teve ainda críticas ao presidente Lula (PT), a quem Moro acusou de proteger criminosos.
Flávio e Moro trocaram elogios, apesar do rompimento de Moro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem foi ministro da Justiça. Flávio afirmou que conhece o trabalho de Moro em prol da segurança pública, enquanto o paranaense afirmou que se sente respaldado no PL.
Em abril de 2020, após um processo de desgaste contínuo, o ex-juiz acabou pedindo demissão, em meio a acusações de que Bolsonaro tentava interferir indevidamente na Polícia Federal. Em 2022, depois de uma tentativa frustrada de concorrer à Presidência, Moro apoiou Bolsonaro no segundo turno.
Em seu discurso, Flávio fez um alerta a respeito do cenário eleitoral no Paraná. Apesar de Moro liderar as pesquisas, ele afirmou que não se pode baixar a guarda. A chapa no Paraná tem ainda o deputado Filipe Barros (PL) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) como candidatos ao Senado.
Moro, Rosângela e Flávio defenderam ainda a prisão domiciliar de Bolsonaro. Como mostrou a Folha de S.Paulo, com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República à transferência do ex-presidente para sua casa, a expectativa de bolsonaristas é de que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorize a medida.
Internado com broncopneumonia, Bolsonaro segue sem previsão de alta hospitalar. Ele deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na noite de segunda-feira.
"É público e notório o direito que ele tem, não é de agora, de ir para uma [prisão] domiciliar humanitária pela sua idade, pelas suas questões de saúde. [A última internação, no dia 13] foi um grande susto, pegou todo mundo de surpresa. Foi algo muito grave, em questão de horas o pior poderia ter acontecido", disse Flávio.
Flávio comentou a respeito da sua decisão de adiar o anúncio de um plano de governo e de seu ministro da Economia, caso seja eleito. Ele disse que era cedo para divulgação, mas que a população vai gostar de suas propostas.
"Eu não tenho essa preocupação [de adiantar a escolha de um ministro] porque todo mundo sabe que eu vou dar continuidade ao que o Paulo Guedes começou a fazer, só que vamos aprimorar, modernizar", disse.
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