“Não vamos deixar o Brasil”, diz CEO da Uber
País é considerado o principal mercado pela empresa, que diz que possível mudança na lei não afetará presença na região
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Uma eventual mudança na legislação brasileira não fará com que a Uber saia do País, afirmou o presidente do aplicativo de transporte Dara Khosrowshahi.
O executivo, que esteve em Brasília para se encontrar com integrantes do governo federal, afirma que uma eventual nova legislação que forçasse a Uber a contratar todos os seus motoristas faria com que os negócios da empresa diminuíssem, e os preços das corridas subiriam em 60%.
“Mas quero deixar claro que vamos continuar no Brasil. e vamos seguir as leis e teremos uma relação construtiva com o governo, mesmo que discordemos. Este é um lar permanente para nós”, disse o executivo de ascendência iraniana em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.
A passagem relâmpago de Khosrowshahi pelo País teve como enfoque uma reunião com membros do governo federal para discutir o projeto de lei 152/2025, que propõe a regulamentação do trabalho por meio de aplicativos.
A proposta prevê pagamento de uma remuneração mínima aos motoristas, Previdência Social, além da classificação dos aplicativos como prestadores de serviços, o que mudaria a relação de trabalho da Uber com mais de dois milhões de motoristas.
“O Brasil tem sido uma máquina de crescimento. É o nosso maior país, maior que os Estados Unidos. Em termos de número de transações de viagens, é o nosso principal país quando se trata de mobilidade urbana. Está no topo da lista no mundo inteiro”, afirmou o executivo.
Segundo Khosrowshahi, mais de 2 milhões de motoristas atuam na Uber no Brasil. Ele ainda detalhou a posição da empresa sobre a proposta que tramita em Brasília, defendendo a possibilidade de contribuição para o INSS.
“Quanto a um pagamento mínimo, nossos motoristas já ganham acima de um salário mínimo, não somos contra. Estamos em países que implementaram isso e, ao mesmo tempo, reconheceram que somos uma plataforma de tecnologia, e não um provedor de serviços de transporte”, afirmou.
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