Justiça remarca júri do caso Henry Borel após defesa de Jairinho abandonar Tribunal
Julgamento foi adiado para o dia 22 de junho. O padrasto de Henry é acusado pela morte do menino, ocorrida em 2021
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Os advogados de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, decidiram abandonar o plenário do Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), na manhã desta segunda-feira, 23, para forçar a suspensão do julgamento sobre os culpados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos.
A defesa de Jairinho adotou a estratégia de abandonar o julgamento após a juíza Elizabeth Machado Louro negar os pedidos de suspensão da sessão dos advogados sob a alegação de que não tiveram acesso a todas as provas do processo.
De acordo com os advogados do ex-vereador do Rio, a defesa não teve acesso ao conteúdo completo extraído de um notebook de Leniel Borel, pai de Henry.
Diante da conduta dos advogados, a magistrada determinou a suspensão da sessão e remarcou o julgamento para o dia 22 de junho.
“É conduta que fere os princípios que norteiam as sessões de julgamento, além dos direitos dos acusados e da família da vítima (...) Declaro como ato atentatório contra a dignidade da Justiça a conduta dos referidos patronos. Condeno os cinco advogados presentes a esta sessão ao ressarcimento dos prejuízos causados pelo adiamento”, declarou a magistrada.
A juíza determinou que os advogados de Jairo paguem todos os gastos com deslocamento de membros do Ministério Público, serventuários, jurados, testemunhas, policiais militares, terceirizados, além de gastos com escoltas e alimentação.
Jairinho é acusado de homicídio triplamente qualificado e tortura, enquanto Monique responde por homicídio qualificado por omissão. Ambos também são acusados de coação no curso do processo e fraude processual.
Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas já estava sem vida.
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