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PAPO DE FAMÍLIA

Para você que fala mal do Brasil

O costume de falar mal do Brasil reforça a autodepreciação e ignora seu potencial

Cláudio Miranda | 23/03/2026, 12:16 h | Atualizado em 23/03/2026, 12:16
Papo de Família, por Cláudio Miranda

Cláudio Miranda, terapeuta de Família e Psicopedagogo Clínico

Claudio Miranda é psicopedagogo clínico, especialista em distúrbios de aprendizagem, com formação pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e atuação no Ambulatório de Psicologia Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Especialista em TDAH, dislexia, autismo e outros transtornos do desenvolvimento, com publicação na Revista da FMRP-USP.

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          Imagem ilustrativa da imagem Para você que fala mal do Brasil
Cláudio Miranda é da Diretoria da ATEFES (Associação de Terapia Familiar do ES), Terapeuta de Família, Psicopedagogo Clínico, Pós-graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP. |  Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna

Falar mal do Brasil virou, para muitos, quase um hábito automático. Qualquer coisa que se fale, vem logo em seguida uma fala negativa em relação ao País. Reclama-se da política, da corrupção, da burocracia, dos serviços públicos, da violência.

Em rodas de conversa, nas redes sociais ou até fora do País, o discurso se repete: “Aqui nada funciona”, “O problema é o Brasil”. Mas por que isso acontece com tanta força? Há algo mais profundo, enraizado na nossa formação histórica e cultural.

Há brasileiros que visitaram outros países como turistas, por poucos dias, e voltaram falando o quanto o outro país é bom, sendo que eles não conheceram realmente o que é aquele país que visitaram.

Muitos insistem em ver apenas nossos problemas. O hábito de falar mal do Brasil é uma construção social de longa data. Mudar isso levará outros longos anos, mas essa mudança tem que começar agora.

Pessoas de outras nacionalidades também falam mal dos seus países, mesmo assim achamos que no Brasil é pior. Falar mal do próprio país remete a um pensamento de menos valia e de autodepreciação.

Há muitos anos atrás, quando se falava que uma coisa era importada, aquilo ganhava mais valor, era mais cara e mais desejada, principalmente quando se dizia que era dos Estados Unidos. Mas hoje isso mudou muito.

Falar mal do próprio país é falar mal de sua origem e de seu povo. Dá uma sensação de desesperança.

É verdade que temos muitos problemas ainda, de ordem social, política, educacional e econômica, mas isso não quer dizer que outros países não têm também os seus problemas. Nós construímos uma ideia de que aqui no Brasil é pior, mas todo país tem as suas mazelas.

Sempre que aparece um vídeo na internet mostrando algo positivo nas escolas, nas ruas ou qualquer situação de outros países, os brasileiros em vez de falar: “Olha, que legal, que boa ideia”, muitos dirão: “Ah no Brasil isso nunca iria funcionar. O brasileiro não é educado”. Aprendemos a olhar de fora para dentro. Tudo de fora é mais valorizado até os dias de hoje.

O resultado disso é um sentimento constante de fracasso e de insuficiência: o Brasil está sempre “atrasado” sempre “subdesenvolvido”.

Exige-se um país organizado, mas não há mudança de hábitos e de comportamento no plano pessoal. Nenhum país melhora apenas trocando governos. A sociedade precisa mudar também.

E aí cada indivíduo fará a sua parte. A corrupção acontece no plano individual e coletivo. O mesmo acontece com as regras de bom convívio e de respeito mútuo.

É preciso reconhecer que apesar do Brasil ter muitas limitações em várias áreas do conhecimento e da ciência, ele tem muito potencial e capacidade de crescimento.

Mesmo que a corrupção e a falta de nacionalidade de nossos políticos joguem contra nosso País, ele tem crescido cada vez mais e ganhado respeito e visibilidade mundial.

Se você não consegue perceber os pontos positivos da nossa terra é porque está tristemente focado no aspecto negativo da vida.

Experimente buscar no Google: “Aspectos positivos do Brasil” e maravilhe-se com as possibilidades da nossa terra e tenha orgulho de ser brasileiro.

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Claudio Miranda é psicopedagogo clínico, especialista em distúrbios de aprendizagem, com formação pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e atuação no Ambulatório de Psicologia Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Especialista em TDAH, dislexia, autismo e outros transtornos do desenvolvimento, com publicação na Revista da FMRP-USP.

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Claudio Miranda é psicopedagogo clínico, especialista em distúrbios de aprendizagem, com formação pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e atuação no Ambulatório de Psicologia Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Especialista em TDAH, dislexia, autismo e outros transtornos do desenvolvimento, com publicação na Revista da FMRP-USP.

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