Irã ameaça fechar 'completamente' Estreito de Ormuz
A declaração foi feita pela Guarda Revolucionária do país, caso os Estados Unidos ataquem as usinas hidrelétricas iranianas
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A Guarda Revolucionária do Irã disse que o Estreito de Ormuz será completamente fechado se os Estados Unidos atacarem as usinas hidrelétricas do país.
"O Estreito de Ormuz será completamente fechado e só será reaberto quando nossas usinas hidrelétricas destruídas forem reconstruídas", afirmou a Guarda Revolucionária.
As restrições no Estreito foram impostas pelo Irã no início do mês. As autoridades iranianas alegam que a passagem é possível para "todos, exceto inimigos" - indicando que Teerã determinará quais embarcações terão permissão para passar. O Irã já aprovou a passagem de navios pelo estreito com destino à China e a outros países da Ásia.
A escalada de ameaças deste domingo, 22, entretanto, vai além. O Irã afirmou que irá "destruir completamente" empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana e passará a considerar as instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA como "alvos legítimos".
Mais cedo, o Irã disse ter abatido um caça F-15 "inimigo" que sobrevoava a costa sul do país. Um vídeo do suposto ataque foi divulgado pela Agência de Notícias Iranianas neste domingo, 22.
Ultimato de Trump
A ameaça ocorre após o presidente Donald Trump afirmar, em postagem na rede Truth Social, que irá destruir as usinas elétricas do Irã, começando pela maior, caso o país se recuse a abrir o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas. O prazo termina na segunda-feira, 23.
O mandatário americano também afirmou que tinha alcançado as metas antes do previsto e pontuou que "a liderança iraniana se foi", assim como a marinha e a força aérea estão "mortas". "Eles não têm absolutamente nenhuma defesa e querem um acordo. Eu não", disse.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é uma via crucial para o fluxo mundial de petróleo. Ataques a navios comerciais e ameaças de novos atentados impediram quase todos os petroleiros de transportar petróleo, gás e outras mercadorias pela passagem, levando a cortes na produção de alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, porque seu petróleo bruto não tem para onde ir.
Os acontecimentos recentes sinalizaram que a guerra no Oriente Médio, agora em sua quarta semana, escala sem previsão de fim.
Sirenes soaram por todo Israel enquanto o Irã lançava novos bombardeios neste domingo. No sul do país, moradores enfrentaram a devastação nas cidades de Dimona e Arad. No norte de Israel, um homem foi morto em um ataque do grupo militante libanês Hezbollah.
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, visitou Arad e disse que foi um "milagre" que ninguém tenha morrido na explosão, que danificou gravemente vários prédios. Mas afirmou que, se todos os moradores tivessem corrido para os abrigos, ninguém teria se ferido e pediu a todos que obedecessem às sirenes.
Netanyahu também afirmou que Israel atacará "pessoalmente" todos os dirigentes do Irã. "Vamos atrás do regime. Vamos atrás da Guarda Revolucionária Islâmica, essa quadrilha de criminosos", disse na cidade de Arad, no sul de Israel, alvo na véspera de um ataque com mísseis iranianos.
"E vamos atacá-los pessoalmente, seus dirigentes, suas instalações, seus ativos econômicos", declarou à imprensa, entre os escombros do local onde caiu um dos mísseis. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS).
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