“Nunca tive autoestima”, diz nova miss capixaba
Dafni Maria, a Miss Top Model Brasil, conta como enfrentou o bullying e entrou para o mundo da beleza, incentivada por colegas
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Pela primeira vez, o Espírito Santo conquista o título de Miss Top Model Brasil. A vencedora é a capixaba Dafni Maria, de 20 anos, natural de Guarapari. O concurso que coroou a jovem foi realizado no último sábado (14), em Taguatinga (DF).
Quem vê a jovem brilhar nas passarelas, no entanto, não imagina que, até pouco tempo, ela duvidava do próprio potencial. “Eu trabalhava como CLT e nunca tive autoestima. As pessoas me incentivavam, mas eu nunca acreditava em mim”, contou. A mudança veio aos 18 anos, quando deixou a função de auxiliar administrativa para ingressar no mundo da beleza.
A falta de autoestima, segundo ela, é resultado de situações vividas ainda na adolescência. Na época de escola, Dafni chegou a sofrer bullying por conta do corpo magro, da altura e até do cabelo.
“Antigamente as pessoas não aceitavam o cabelo cacheado, todos tinham cabelos lisos. Quem não tinha, alisava”, relembrou.
O ponto de virada veio a partir de uma conversa no trabalho. Um colega contou a história de uma prima que também não era do mundo da beleza, mas acabou se tornando miss. A partir disso, Dafni passou a enxergar novas possibilidades e decidiu se inscrever no Miss Guarapari.
“Eu comecei a pensar sobre isso e a olhar para o mundo miss com bons olhos, mas não sabia muita coisa. No primeiro encontro, nos explicaram sobre o concurso e o que era ser miss, que vai além da beleza; é também ter conhecimento e representar o nosso Estado”, explicou.
Selecionada entre as finalistas, ela entrou em uma rotina de preparação intensa. “Eu não sabia andar de salto, desfilar, nem fazer pose para fotos, mas tive toda a preparação”, contou.
Além da conquista, a representante capixaba também utiliza o título para defender uma causa social: o combate à violência contra crianças. O trabalho inclui ações em instituições de Guarapari, como a Apae e o Salvamar. “Nós já fizemos diversas ações e, para mim, o melhor presente nesse trabalho como miss é o sorriso das crianças.”
Agora, Dafni inicia uma preparação para representar o País na etapa internacional, marcada para junho, no Peru.
De olho na disputa internacional, Dafni intensifica a rotina com treinos diários e dieta mais restritiva. A preparação inclui ainda o estudo de inglês e espanhol, conciliado com a graduação em Administração.
A expectativa agora é levar o nome do Espírito Santo e do Brasil ao pódio mundial.
“Na escola, sofria muito bullying por ser magra e alta”
A Tribuna — Qual foi o principal desafio até chegar ao título de miss Top Model Brasil 2026?
Dafni Maria — Foi eu acreditar em mim mesma. As pessoas sempre falavam: “Dafni, entra nesse mundo miss, vai ser modelo”, e eu não costumava acreditar. Depois que um colega me contou sobre uma prima que venceu um concurso, eu passei a olhar com bons olhos e decidi me inscrever.
Você comentou sobre essa falta de autoestima. Já enfrentou situações de bullying ou críticas?
Sim, quando eu era mais nova, na escola, sofria muito bullying por ser muito magra, por ser alta, e isso foi entrando na minha cabeça. Antigamente, as pessoas também não aceitavam muito o cabelo cacheado. Desde a escola, passei por situações assim.
Como é a sua rotina de preparação para os concursos?
Eu nunca havia feito dieta. Quando comecei a me preparar para o Miss Top Model Brasil, cortei algumas coisas, como gorduras, alimentos oleosos e carboidratos, mas achei tranquilo, nada muito radical. Costumo ir à academia de três a quatro vezes por semana. Para a final, em junho, vou intensificar com treinos diários e dieta mais regrada, além de estudar inglês e espanhol.
Você participa de algum projeto social?
Ainda como Miss Top Model Espírito Santo, iniciamos um projeto de combate à violência contra crianças. Nós apoiamos a Apae, o Salvamar, a Pestalozzi, entre outras instituições. Eu utilizo a minha visibilidade para transmitir essa mensagem. Temos que ter muita responsabilidade, mas é muito gratificante poder ajudar outras famílias e ver o sorriso das crianças que, para mim, é o melhor presente.
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