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PLENÁRIO

"Nunca fechei as portas para o governo do Estado", afirma Renzo

Prefeito de Colatina esteve nesta quinta-feira (19) junto a Casagrande e Ricardo Ferraço para anúncios de investimentos ao município

Eduardo Maia | 19/03/2026, 17:27 h | Atualizado em 19/03/2026, 18:37
PLENÁRIO, POR EDUARDO MAIA

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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          Imagem ilustrativa da imagem "Nunca fechei as portas para o governo do Estado", afirma Renzo
Ricardo Ferraço, Renzo Vasconcelos e Renato Casagrande com demais lideranças de Colatina |  Foto: Divulgação

O prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos (PSD), foi recebido, na tarde desta quinta-feira (19), pelo governador e pelo vice, Renato Casagrande (PSB) e Ricardo Ferraço (MDB), respectivamente. O governo anunciou investimentos para a “Princesinha do Norte”.

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Durante a reunião, foi assinada a ordem de serviço para recapeamento asfáltico em ruas de alguns bairros de Colatina, além da assinatura do projeto de lei “Lei da Moda”, que concede benefícios fiscais para o setor têxtil e de vestuário.

Cabe lembrar que o município do Noroeste é um dos principais polos de confecção de jeans do Brasil e o maior do Espírito Santo, produzindo cerca de 12 a 14 milhões de peças anualmente.

A solenidade contou também com oito vereadores da cidade, incluindo o presidente, Felippe Tedinha (PP), e representantes de cadeias produtivas.

Após as assinaturas das parcerias, a coluna conversou com Renzo Vasconcelos, que hoje está em um partido que não faz parte da base política do governo do Estado.

Veja a entrevista abaixo, na íntegra:

Prefeito, o senhor falou no final do seu discurso para Ricardo que as portas de Colatina estão abertas para o Palácio. O governador me disse que as portas do Palácio estão abertas para o senhor, mas que a aproximação agora depende mais do senhor. Já decidiu o que o senhor vai fazer?

Eu sinto que o Estado está querendo corrigir o que fez desde a eleição de 2024 para cá. Sinto que o caminho está aberto. Colatina precisa de investimento, já que não é autossuficiente. O município não estava em condições financeiras adequadas, e isso foi exposto pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES).

Em um ano, a gente conseguiu melhorar muito a situação financeira de Colatina, embora tenhamos tomado algumas ações impopulares, já que, quando se corta, é natural que se desagrade a algumas categorias. Mas, em compensação, as contas públicas passam a ter saúde financeira.

Tudo tem tempo, e o tempo de Deus é o melhor. Eu nunca fechei as portas, mas, só para se ter ideia, a Secretaria de Ações do Rio Doce só foi, na semana passada, a Colatina, que é o município mais atingido.

Então, não sei qual foi o motivo, acredito que eleitoral, pois esteve no outro palanque no processo municipal de 2024, embora a gente sempre tenha construído juntos.

Não sei também se a imagem do ex-governador Paulo Hartung (PSD) no partido acabou nos afastando, mas essa briga política não é minha. Estamos abertos para construir, fazer com que o setor público possa servir melhor. Colatina está de portas abertas.

Quando o senhor acha que vai definir em qual palanque político estará o PSD?

Isso depende muito do presidente nacional, Gilberto Kassab. Eu sou presidente estadual, mas tenho juízo, então Kassab, de fato, é o líder maior. Ele tem dito o seguinte: “Construa e, no final de tudo, você fique do lado de quem melhor construir com o partido”.

Tenho conversado e vou continuar fazendo isso. Independentemente de qualquer coisa, sou uma pessoa do diálogo. Estive conversando até mesmo com Helder Salomão (PT) na semana retrasada; vamos recebê-lo em Colatina nesta sexta-feira (20). Vou continuar dialogando com todos.

A opinião de Hartung vai ser definitiva na tomada de decisão do partido?

Eu acho que alguém da envergadura dele... quem foi rei nunca perde a majestade, não é? Eu queria estar na biografia dele, queria ser governador, tudo isso. Então, é claro que ele tem voz. Não vou negar isso, até porque ele tem relação com o presidente nacional. Então, ele vai ter voz no partido, embora Kassab tenha garantido à presidência o direito de eu continuar trabalhando para deixar o partido cada vez mais forte.

Então, pelo que o senhor está falando, ainda não há lado definido, embora o senhor tenha surgido em uma foto com as mãos entrelaçadas com o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), com o de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e com Erick Musso.

Eu sempre tirei essas fotos, vou continuar tirando. Sou amigo de Arnaldinho e Pazolini. Fui deputado junto com Pazolini... sempre tive relações com eles. Arnaldinho frequentava Colatina. Não vou deixar de tirar foto com nenhuma liderança. Isso é de mim, foi o que aprendi. Fortalecer as relações públicas é fundamental para quem quer crescer politicamente.


          Imagem ilustrativa da imagem "Nunca fechei as portas para o governo do Estado", afirma Renzo
Ricardo, Renato e Renzo durante assinatura dos recursos para Colatina |  Foto: Divulgação

E quanto a Sergio Meneguelli, prefeito? Como foi a chegada dele ao partido? Ele está garantido como candidato ao Senado ou é preciso ajustar algum detalhe?

Precisamos ter gratidão pelas pessoas. No setor público, muitos políticos que sentam na cadeira esquecem de quem os ajudou e das construções políticas. Eu tenho uma relação com Sergio há muito tempo, embora, quando ele tenha sentado na cadeira, tenha se distanciado.

Tem falas, inclusive, contra minha família, mas ele construiu isso ao longo do tempo e depois mostrou que estava errado e pediu desculpas. Afirmou que estava influenciado por outras pessoas e acabou se equivocando.

Eu acho que a maior virtude das pessoas é reconhecer o erro e pedir desculpas. Então, conseguimos construir, e tenho gratidão, pois, na dificuldade da eleição, ele andou comigo. Então, há gratidão, e eu queria ajudá-lo a alcançar o sonho dele, que é ser senador. O PSD foi fundamental, mas eu não poderia garantir somente aqui.

Kassab ligou, chamou, nós fomos juntos a São Paulo, e o presidente nacional deu a garantia a quem precisava.

Tem possibilidade de Meneguelli ter essa vaga ao Senado e, ao mesmo tempo, Hartung disputar o mesmo cargo?

Eu não posso responder pelo presidente nacional, mas, se os dois quiserem, eu vou homologar. As pessoas sabem da relação que sempre tive, mas, se eu não homologar, Kassab me tira.

O que me deu condição de ser prefeito hoje foi a presidência do PSD, e eu não pretendo perder o partido.

O ex-governador tem falado com o senhor sobre ser candidato?

Não tem tocado nesse assunto. Ele sempre diz que está disposto a tudo e a nada, uma vez que está na iniciativa privada e hoje está melhor financeiramente do que em todo o outro período.

De fato, tenho a impressão de que Hartung está mais para transmitir o conhecimento dele do que com vontade de disputar de novo e entrar no pleito político.

E como estão as articulações das chapas?

Estou sofrendo muito, porque a relação institucional com o governo é muito mais fácil de construir, mas tenho rodado o Estado. Temos espinha dorsal de federal e de estadual, tem muita gente conversando com muita gente.

O PSD é um dos maiores partidos do Brasil, com recurso e tempo de TV. Acho que, nos próximos dias, vamos conseguir trazer uma gordura a mais para sonharmos em eleger federal e estadual.

O senhor e a primeira-dama, Lívia Vasconcelos (PSD), já definiram qual cargo ela vai disputar este ano?

Deus vai definir, e os amigos também. De fato, temos rodado dizendo e pedindo compromisso de apoio. Se for da vontade dos apoiadores a federal, vamos para esse lado, mas hoje ela é candidata a estadual.

Da Vitória (PP) tem conversado comigo para a gente não disputar os mesmos cargos, e quero construir isso com ele. Acho que é melhor as campanhas não se conflitarem, mas ele está se estruturando para poder ser senador, então a vaga de federal pode ficar aberta. Hoje, porém, seria para estadual.

Mais bastidores sobre o evento serão publicados na coluna do impresso de A Tribuna nesta sexta-feira (20).

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Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.