Para segurar os preços, Governo discute medidas para proteger querosene de aviação
Governo discute medidas para reduzir impacto do querosene de aviação e evitar repasse de custos aos passageiros
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O governo federal articula medidas para reduzir os efeitos da alta do petróleo sobre o setor aéreo brasileiro. A iniciativa envolve discussões com empresas do setor e deve avançar nos próximos dias em reunião entre ministros de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e da Fazenda, Fernando Haddad.
Segundo Costa Filho, o objetivo é avaliar alternativas que ajudem a preservar o preço do querosene de aviação e evitar impactos maiores sobre as companhias aéreas e os passageiros. O tema vem sendo discutido com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas e com representantes das empresas que operam no País.
“Estamos conversando com a associação e com as companhias aéreas para ver as ações que podemos fazer para preservar o preço do querosene de aviação”.
A proposta é identificar medidas que mantenham a competitividade das empresas e reduzam os efeitos da alta do combustível sobre as tarifas. Segundo Costa Filho, o ministério criou um grupo de trabalho dedicado a estudar alternativas para enfrentar o cenário.
A intenção é avaliar caminhos que diminuam a pressão de custos sobre o setor e reduzam o risco de repasse integral aos consumidores. “Temos no ministério um grupo de trabalho onde estamos estudando alternativas para preservar a competitividade das companhias aéreas e o menor impacto possível para o consumidor”, disse.
Além das discussões relacionadas ao transporte aéreo, o ministro anunciou o adiamento do leilão de um novo terminal de contêineres no Porto de Santos, em São Paulo. A área, chamada de STS10, deverá ir a leilão apenas entre agosto e setembro.
Segundo ele, a decisão sobre a nova data deve ser tomada dentro de cerca de 30 dias.
O projeto tem atraído interesse de investidores estrangeiros. Costa Filho afirmou que grupos da Arábia Saudita, da Europa e dos Estados Unidos avaliam participar da disputa.
A expectativa do governo é de que entre oito e dez empresas apresentem propostas no leilão. Outro ativo que desperta interesse é o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. De acordo com o ministro, pelo menos quatro grupos demonstraram interesse no novo leilão do terminal, previsto para ocorrer ainda este ano.
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