Mais de 20 pessoas já morreram atropeladas este ano no Espírito Santo
O publicitário Alexandre Prandi, de 36 anos, atingido por um táxi no domingo na avenida Dante Michelini, foi a 21ª vítima fatal de 2026
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Mais de 20 pessoas já morreram atropeladas este ano no Estado. Os dados são do Painel de Mortes no Trânsito do Observatório da Segurança Pública do Governo do Estado.
Ao todo, foram 21 vítimas fatais registradas até domingo, dia em que o publicitário Alexandre Silva Prandi, de 36 anos, foi atingido por um táxi enquanto atravessava a avenida Dante Michelini, na altura do bairro Mata da Praia, em Vitória, e morreu. Em todo o ano de 2025, foram 126 mortes.
Segundo informações coletadas pela Guarda Civil Municipal de Vitória no local do acidente, Alexandre teria atravessado a via ao sair de um quiosque. O carro que o atingiu, um táxi, seguia no sentido Jardim Camburi.
A advogada Marina Prandi, de 33 anos, irmã da vítima, contou que a família está em choque. “Sempre muito trabalhador, meu irmão era uma pessoa muito alegre, muito feliz, sempre com muitos amigos. Fiquei sabendo até que acabaram as flores de uma floricultura, de tantos pedidos de coroas de flores.”
A jornalista Natalia Zucolotto, de 37 anos, afirmou que o amigo será lembrado como uma pessoa de coração puro. “A comoção é grande porque o Alê era um ser de muita luz, sempre muito carinhoso, muito presente na vida da família e amigos. Sou amiga de infância dele. Todo mundo fala o mesmo: era uma pessoa de coração puro, difícil de achar por aí.”
Acidente
A Polícia Militar informou que o condutor do táxi, um homem de 61 anos, realizou o teste do bafômetro, que deu negativo, e contou que estava trafegando na via quando a vítima atravessou correndo na frente do veículo.
“Os militares verificaram uma marca de frenagem na pista e disseram que no local do impacto não há faixa de pedestres”, informou a corporação, por nota.
O taxista, conduzido à Delegacia Regional de Vitória, foi ouvido e liberado, ainda de acordo com a Polícia Civil.
“Esta medida foi adotada uma vez que o motorista permaneceu no local do acidente e não havia indícios de cometimento de crime que justificassem a prisão em flagrante. O caso seguirá em investigação pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito”, informou a corporação, por nota.
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