Bolsonaro apresenta melhora, mas segue sem previsão de alta
Ex-presidente segue na UTI com quadro de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com recuperação das funções renais e de marcadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16) pelo hospital DF Star, em Brasília.
Segundo o documento, assinado pela equipe médica que atende o ex-presidente, Bolsonaro segue na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e não há previsão de alta. Ele está internado desde a última sexta-feira (13), com quadro de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a equipe médica que acompanha Bolsonaro na Papudinha elaborou laudo na véspera da internação afirmando que o ex-presidente estava em estado regular de saúde. O relatório aponta, no entanto, que Bolsonaro teve uma crise de soluços ainda na noite de quinta (12).
Às 6h45 da sexta, Bolsonaro acionou a equipe média e relatou náuseas e tremores durante a madrugada. A equipe então decidiu pela transferência imediata para o DF Star. O ex-presidente chegou ao hospital com suporte de oxigênio nasal e foi submetido a tomografia e a exames laboratoriais.
O quadro de saúde de Bolsonaro é uma decorrência do atentado à faca que ele sofreu durante a campanha eleitoral de 2018.
O episódio mais recente de internação deve colocar pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Cabe a ele responder aos pedidos de prisão domiciliar protocolados pela defesa de Bolsonaro.
"Os médicos me reafirmaram que, se tivesse demorado uma ou duas horas, [Bolsonaro] poderia ter avançado para um quadro de infecção generalizada", disse Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência nas eleições deste ano.
"[Isso] reforça a importância de ele estar com um acompanhamento permanente, seja de familiares, seja de profissionais de saúde, 24 horas por dia."
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. Depois de passar pela Superintendência da Polícia Federal em Brasília, ele atualmente está encarcerado no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha.
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