O que esperar do Flamengo de Leonardo Jardim?
Com pouco tempo de trabalho e um título em cinco dias, o técnico português deve promover mudanças no Rubro-Negro para a temporada
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O Flamengo levantou a taça do Campeonato Carioca na estreia de Leonardo Jardim, mas o título pode representar apenas o começo de uma transformação. Com pouco tempo de trabalho, o treinador português começa agora a moldar o time à sua maneira.
Os últimos dias foram de turbulência no ambiente rubro-negro, mas o elenco entendeu que precisava assumir parte da responsabilidade pelo momento recente. A ideia agora é virar a página, recuperar o clima interno e iniciar uma nova fase sob o comando do técnico português.
Jardim ainda teve pouco tempo para implementar sua filosofia de trabalho. Sem pré-temporada e com o calendário apertado, o treinador pretende aproveitar ao máximo as próximas semanas para conhecer melhor o elenco e transmitir suas ideias. Nesse início, inclusive, a comissão técnica optou por manter o grupo mais tempo reunido, com períodos de concentração em meio à sequência de jogos.
A partida contra o Fluminense já deu alguns sinais do que pode ser o Flamengo sob o novo comando. Mais participativo à beira do campo, Jardim passou orientações constantes e conversou bastante com os jogadores durante o jogo. Entre os atletas, Arrascaeta e Carrascal foram alguns dos que mais receberam instruções.
O treinador também demonstrou preocupação com a organização tática, pedindo mais compactação e incentivando o time nas chances criadas. Defensivamente, o Flamengo mostrou solidez, uma das prioridades nesse início de trabalho, embora ainda tenha encontrado dificuldades para produzir ofensivamente.
“Pelo fato de estarmos começando e a necessidade de jogos de três em três dias, falei com os atletas que pretendia, nessa fase inicial, estarmos concentrados e juntos. É necessário eu conhecer o grupo e eles me conhecerem, definir estratégias”, explicou Jardim após a partida.
“É diferente do Filipe, que todos conheciam a estratégia e os treinos. Os jogadores aderiram e estamos concentrando principalmente nessa série de três em três dias”, continuou.
A tendência é que a identidade de Jardim apareça de forma gradual. Conhecido por um perfil mais rígido na gestão do elenco, o português foi escolhido pela diretoria também pela capacidade de controlar o ambiente interno e manter alto nível de competitividade no grupo.
Dentro de campo, o modelo de jogo também pode trazer mudanças importantes. Diferentemente do estilo mais paciente e baseado na posse de bola que marcou a passagem de Filipe Luís, os times de Jardim costumam apostar em transições mais rápidas e um jogo mais direto.
Essa característica pode favorecer jogadores de velocidade pelos lados do campo, como Everton Cebolinha, Luiz Araújo e Gonzalo Plata. Por outro lado, o novo modelo pode exigir adaptações de atletas com características diferentes, como Pedro e Arrascaeta.
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