11º dia de guerra permanece com ataques do Irã e de Israel e sem perspectiva de cessar-fogo
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No 11º dia da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, ataques continuam a ser registrados na região enquanto autoridades e líderes políticos sinalizam que não há perspectiva de cessar-fogo no curto prazo. O conflito se ampliou nesta terça-feira, 10, com novos bombardeios e ações militares no Iraque e no Líbano. Além de ataques iranianos contra uma base dos Estados Unidos no Curdistão iraquiano, enquanto Israel intensificou ofensivas contra estruturas ligadas ao Hezbollah.
Em meio à escalada, autoridades iranianas afirmaram que o país não busca trégua, e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, declarou que a operação militar contra o Irã "ainda não terminou".
Ataque ao Iraque deixa mortos e feridos
Um ataque aéreo atingiu um acampamento de milícias apoiadas pelo Irã no norte do Iraque na madrugada desta terça, matando ao menos cinco pessoas e deixando outras quatro feridas. Não há informações sobre a autoria do ataque à 40ª Brigada das Forças de Mobilização Popular na cidade de Kirkuk.
Militantes apoiados pelo Irã têm lançado ataques contra bases americanas no Iraque desde o início da guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro.
Israel mira o braço financeiro do Hezbollah
Nesta terça-feira, o exército israelense concluiu uma série de ataques contra o braço financeiro do Hezbollah, Al-Qard Al-Hasan. Israel afirma que o Hezbollah usa Al-Qard Al-Hasan para financiar atividades militares. Na semana passada, o país atacou vários dos núcleos do grupo no sul e leste do Líbano.
Irã ataca base dos EUA no Curdistão iraquiano
Nesta terça-feira, a Guarda Revolucionária Iraniana atacou uma base americana na região do Curdistão Iraquiano, em meio à guerra contra os Estados Unidos e Israel.
"O quartel-general do exército invasor americano na Base Aérea de Al Harir, na região do Curdistão, foi atacado com cinco mísseis", declarou a Guarda em um comunicado em seu canal no Telegram.
Enquanto isso, um porta-voz da Guarda Revolucionária, anunciou que a força não permitirá a exportação de petróleo do Oriente Médio para os aliados americanos e israelenses enquanto a guerra continuar.
"As forças armadas iranianas não permitirão a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até segunda ordem", declarou o porta-voz Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias iraniana Tasnim.
Naini acrescentou que quaisquer mudanças dependerão do desenvolvimento do conflito.
Netanyahu alerta: 'ainda não terminamos'
O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu alertou que a ofensiva militar de Israel contra o Irã "ainda não terminou", afirmando que a operação estava degradando a liderança clerical iraniana.
"Nossa aspiração é levar o povo iraniano a se libertar do jugo da tirania; em última análise, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as ações tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos - e ainda não terminamos", disse Netanyahu durante uma visita ao Centro Nacional de Comando de Saúde na noite de segunda-feira, 9, de acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira.
Irã não busca um cessar-fogo
O presidente do parlamento iraniano rejeitou nesta terça-feira qualquer sugestão de que Teerã buscasse um cessar-fogo na guerra.
"Definitivamente não estamos buscando um cessar-fogo; acreditamos que o agressor deve levar um soco na boca para que aprenda a lição e nunca mais pense em atacar nosso amado Irã", escreveu Mohammad Bagher Qalibaf no X.
"O regime sionista vê sua vergonhosa existência na continuação do ciclo de 'guerra-negociação-cessar-fogo e depois guerra novamente' para consolidar seu domínio. Nós vamos quebrar esse ciclo", escreveu ele.
Irã promete bloquear exportações de petróleo
As forças iranianas não permitirão a exportação de petróleo da região para os aliados americanos e israelenses enquanto a guerra continuar, afirmou um porta-voz da Guarda Revolucionária, citado pela agência de notícias iraniana Tasnim.
G7 volta a avaliar o uso de reservas emergenciais de petróleo
O G7 adiou na segunda-feira (9) a liberação de reservas de petróleo para reduzir os preços, mas retomará o assunto com novas discussões entre seus ministros de energia nesta terça-feira, de acordo com a França.
O país, que atualmente detém a presidência rotativa do G7, quer "avançar nessa questão, com um objetivo: reduzir os preços", declarou a porta-voz do governo, Maud Bregeon, à emissora France Télévisions.
"A França está trabalhando nisso por um motivo muito simples: se você injetar volume de volta no mercado, poderá ter um impacto na redução dos preços", disse Bregeon.
O ministro das Finanças francês, Roland Lescure, disse que os ministros do G7 se reunirão na tarde desta terça-feira por videoconferência. "É um processo, estamos trabalhando nisso", disse Lescure. "Todas as opções estão em cima da mesa".
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