Paulista é a primeira cidade de PE a ter Defesa Civil voltada para PCDs
Projeto pioneiro cria planos de emergência e rotas de fuga individualizadas para moradores com deficiência
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Paulista tornou-se o primeiro município de Pernambuco a implementar um Núcleo de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC) exclusivo para Pessoas com Deficiência (PCD). O programa foi oficializado e foca na capacitação para situações de risco, como deslizamentos e desastres naturais, garantindo que o socorro chegue de forma específica para cada necessidade.
A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria de Segurança Cidadã e pela Diretoria da Pessoa com Deficiência, terá seu primeiro treinamento prático nos dias 19 e 20 de março. As atividades ocorrerão na Vila dos Deficientes, no bairro de Arthur Lundgren II, onde a Defesa Civil já mapeou os moradores para identificar cada tipo de deficiência e as barreiras físicas do local.
Atendimento individualizado e rotas de fuga
A grande inovação do projeto é a individualização do socorro. Em vez de um plano geral, a Defesa Civil está criando rotas de fuga personalizadas para cada morador da Vila. O objetivo é enxergar quem, por muito tempo, ficou invisível nas estratégias de gestão de crise.
“O projeto pioneiro no Estado de Pernambuco visa incluir e enxergar aqueles que outroras não eram enxergados. Vamos realizar um trabalho de capacitação com os responsáveis pelas pessoas PCDs juntamente com eles”, explicou Jeremias Pestana, superintendente administrativo da Defesa Civil de Paulista.
Enfrentamento ao capacitismo e segurança inclusiva
Para Maria Eduarda Lucena, diretora da Pessoa com Deficiência e usuária de cadeira de rodas, a medida é um marco histórico no combate ao capacitismo. “Precisamos desses projetos e de pessoas dispostas a abrir portas e gerar oportunidades de enfrentamento. Eu me sinto contemplada enquanto gestora e usuária”, celebrou.
A reunião de lançamento contou com o apoio de movimentos sociais, como o "Juntos pela Inclusão" e o "Grupo Mães Atípicas". Cristiane Oliveira, liderança do movimento inclusivo, destacou o impacto direto na comunidade ao pensar a Defesa Civil sob a perspectiva da acessibilidade.
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