Especialistas defendem maior limite de velocidade no Contorno do Mestre Álvaro
Eles reforçam, porém, que variáveis como sinalização e pavimentação devem atender a parâmetros de segurança
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Pouco mais de dois anos desde sua inauguração, o Contorno do Mestre Álvaro, na Serra, tem sido alvo de uma discussão a respeito dos limites de velocidade.
Especialistas afirmam que é possível fazer estudo e revisão da velocidade máxima do trecho, com possibilidade de ampliação para até 100 km/h, dependendo dos resultados.
O Contorno do Mestre Álvaro tem cerca de 20 quilômetros de extensão e, desde o final do ano passado, passou a ser administrado pela Ecovias Capixaba. Antes, a gestão era do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
O especialista em Trânsito Luiz Dias destacou que, em rodovia em área rural, pavimentada e sem presença de edificações, 100 km/h é uma velocidade controlável e admissível.
Ele reforça, no entanto, que é preciso que variáveis como comportamento dos condutores, condições de engenharia, sinalização, pavimentação e fiscalização da via atendam os parâmetros de segurança. “As chamadas vias rápidas – sem semáforos e interseções – ajudam na mobilidade, desde que haja condições para isso”.
O engenheiro e membro do Movimento Capixaba para Salvar Vidas no Trânsito (Movitran) André Cerqueira afirmou que é possível ter trechos no Contorno do Mestre Álvaro com velocidade de até 100 km/h. No entanto, ele enfatiza a necessidade de estudos aprofundados e melhoria na sinalização vertical e horizontal.
O consultor em Segurança Viária Anthony Moraes Costa pontuou que, pelas características da via, um maior limite de velocidade seja compatível. “Contudo, é importante considerar a fiscalização eletrônica para evitar excessos, já que quanto maior a velocidade, maiores são os riscos de perda de controle, colisões e capotamentos”.
O deputado estadual Fabrício Gandini também defende a reavaliação do limite de velocidade no Contorno do Mestre Álvaro.
“Temos uma rodovia moderna, com pavimento diferenciado, que não passa por trecho urbano, construída dentro de padrões de engenharia e sem muitas curvas. O que temos visto fora é que em projetos novos, as velocidades previstas geralmente são maiores”.
Como exemplo, ele citou a nova Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo. “Ela foi remodelada, chegando hoje a 120 km/h”.
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