Superestreia de "Dona Beja" nesta quinta na TV Tribuna/Band
Antes do episódio duplo, às 23h, vai ao ar um especial com curiosidades sobre a novela e entrevistas
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Para celebrar a chegada da releitura de “Dona Beja” nesta quinta-feira (5), a TV Tribuna/Band preparou uma noite especial com curiosidades sobre a novela, entrevistas exclusivas e a exibição de um episódio duplo sem cortes. A atração especial vai ao ar às 22h20.
Inspirada na trajetória de Ana Jacinta de São José, uma das figuras mais emblemáticas da história de Minas Gerais, a produção é protagonizada por Grazi Massafera. Ela também marca a estreia de Daniel Berlinsky como autor principal de um folhetim. Ele já trabalhou com nomes como Walcyr Carrasco.
“Acho muito bom ir para a TV aberta porque democratiza. No streaming, a gente já alcançou quase o mundo todo. Agora, a gente leva para quem não tem. O que a gente quer é que a nossa obra chegue ao maior número de pessoas e emocione”, comemora o autor.
Quem está ansiosa para sentir um mix de emoções com a chegada de “Dona Beja” à TV Tribuna/Band é a atriz e social mídia Lina Carneiro, 25.
“Minha avó assistiu à primeira versão e falava muito sobre ela, então estou curiosa para ver como vai ser essa releitura. O elenco também é sensacional. Acho a Grazi e a Bianca Bin incríveis”.
Quem é quem
Dona Beja (Grazi Massafera) - Desde criança, apaixona-se por Antônio. É sequestrada por Motta, ouvidor do rei.
Antônio Sampaio (David Junior) - Filho de Ceci e Sampaio, cresce sob forte controle familiar e expectativas políticas.
Ceci (Deborah Evelyn) - É uma mulher conservadora e controladora. Casada com Sampaio, vive um relacionamento frio.
João (André Luiz Miranda) - É amigo de infância de Beja e a ama silenciosamente. Vira seu parceiro quando ela é abandonada grávida.
Angélica (Bianca Bin) - Filha adotiva de Ceci e Sampaio, oficializa sua união com Antônio ciente de que ele ama Beja.
Candinha (Erika Januza) - É destruída publicamente pelo ex-noivo. Acolhida no prostíbulo, acaba tornando-se dona do local.
Estreia
A TV Tribuna/Band promove nesta quinta-feira (5), às 22h20, uma “Noite Especial Dona Beja” para celebrar a chegada da novela com selo Max Original à emissora.
A atração, comandada por Chris Flores e Thiago Pasqualotto, reunirá entrevistas exclusivas, curiosidades e making of. Logo em seguida, às 23h, o canal apresenta um episódio duplo sem cortes.
A partir da próxima semana, a novela irá ao ar todas as quintas e sextas-feiras, às 23h, com um episódio por dia, logo depois do “Melhor da Noite”, que passa a ocupar a faixa das 22h20.
ENTREVISTA
“Mulher à frente do seu tempo” - Daniel Berlinsky, autor
- A Tribuna: Qual é o seu conhecimento e relação com a “Dona Beja” da década de 80?
Daniel Berlinsky: Esse projeto foi um reencontro, porque “Dona Beja” marcou minha infância. Na época, com 10 anos, comecei assistindo escondido e minha mãe meio que foi deixando. Era algo muito impactante, porque via coisas nessa novela que não tinha nas outras. Mas tenho mais a memória das emoções que ela me causou e sobretudo do comportamento da protagonista como mulher à frente do seu tempo.
Fui criado numa família basicamente feminina e a Beja tinha um comportamento diferente das outras mocinhas. Então, via na tela uma realidade mais próxima e autêntica do que via em casa.
- Como foi criar essa nova protagonista?
A gente tinha a Dona Beja da novela original que era uma mulher à frente do seu tempo em 1986. Mas tínhamos que ampliar esses horizontes para que ela se comunicasse com o público de hoje. Esse era o desafio: fazer ela gerar debate.
- Como você se preparou para esse trabalho?
A primeira coisa foi fazer uma investigação interna sobre o que me ligava a essa protagonista emocionalmente para que eu pudesse falar dela com autenticidade.
Refleti que essa mulher só poderia se empoderar de verdade de dentro para fora, quando passasse por um processo de autoaceitação. Isso que me guiou a novela inteira e em todos os personagens. Todos eles estão vivendo um processo de autoaceitação que acaba reverberando dentro daquela sociedade.
Mas dei uma olhada no material sobre a Beja na internet e percebi que não havia um padrão entre as histórias sobre ela. Então decidi ir para Araxá (MG) atrás da Ana Jacinta original, para ver exatamente o que era dela e o que não era, o que real e o que era ficção.
Não demorou para eu entender que, na verdade, a gente estava lidando muito mais com um mito criado sobre essa mulher que de fato existiu do que exatamente uma biografia sobre a vida dela. E isso me deu liberdade para criar.
- Escreveu a protagonista pensando na Grazi?
Na época, a gente não tinha certeza que ela seria a protagonista, então não escrevi pensando nela. Quando começaram as leituras, fui chamado para participar. Ela, respeitosamente, fez um comentário sobre uma das primeiras cenas que achei de uma inteligência cênica, sensível...
Ali, percebi que ela conseguia ler a personagem muito além do que estava escrito. Hoje não tem uma cena que ela não me surpreenda.
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