Suspeitos são indiciados após cinco anos por morte de jovem em Vila Velha
Dos quatro autores da execução, três estão presos e um segue foragido
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Após cinco anos, quatro homens foram indiciados pela morte do jovem Caio Edison Nery Eloi, 19 anos, morto a tiros, em 29 de agosto de 2021, no quintal de sua casa, em Rio Marinho, Vila Velha. Edson dos Santos Correia, o "Leo do Vale", Gabriel dos Santos Koski, vulgo "Toitim", e Leonardo Gramelisch Viana Rodrigues, "Leleo", estão presos. Marlon Carlini Francisco segue foragido.
Segundo o adjunto da DHPP de Vila Velha, delegado Cleudes Júnior, a morte foi uma resposta da facção rival a um ataque realizado pelo jovem um dia antes de sua morte, em uma praça do bairro Vale Encantado, cujo um dos alvos teria sido o irmão de um dos suspeitos. Não houve mortos no ataque promovido por Caio Eloi.
As investigações conseguiram identificar os autores da execução, que são faccionados pelo Primeiro Comando de Vitória (PCV), por meio dos veículos utilizados por eles para fugirem após o crime.
Além disso, o delegado expôs que uma operação do Gaeco, que aconteceu entre 2020 e 2023, investigou um advogado que entregava mensagens para lideranças do tráfico de drogas da região de Vale Encantado que estavam presos, o que também levou à identificação de um dos autores do homicídio, o Léo do Vale, de 37 anos na época do crime.
"Ele servia como pombo-correio do crime, levando essas informações aqui para lideranças do Presídio de Segurança Máxima. E essa liderança que estava lá é o Edson Correia, vulgo Léo do Vale. (...) Após as investigações do GAECO, foi pego um catuque (recado). Um catux enviado pelo Gabriel Koski. Logo após o homicídio, ele envia um catuque para o Léo do Vale, dando conta do homicídio", explicou Cleudes Júnior.
Ainda de acordo com as investigações, Gabriel Koski e Leonardo Gramelisch, de 21 e 24 anos na época do crime, foram apontados como os atiradores. Já Marlon Carlini, que tinha 24 anos na época do homicídio, teria dado cobertura na fuga dos suspeitos ao dirigir um dos veículos. Ele segue foragido.
"O importante disso tudo é que, mesmo depois de praticamente cinco anos, o crime que deu muita repercussão na época, gerou repercussão, está elucidado com os três que participaram diretamente da execução como também aquele autor de trás, aquele que fica ali fomentando esses ataques", pontuou delegado.
Denúncia
A Polícia Civil destacou a importância de a população compartilhar informações sobre o paradeiro do fugitivo por meio do Disque-Denúnica 181, com anonimato garantido pela corporação.
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