Disputa pelo amor de Dona Beja: saiba tudo sobre a nova novela da Band
A história da ousada mineira de Araxá que deixava os homens loucos no século 19 será mostrada a partir de quinta-feira (5) na TV Tribuna/Band
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Linda, ousada, livre. Assim era Ana Jacinta de São José, a lendária Dona Beja, que virou um mito em vida, no século 19, na cidade mineira de Araxá. Todos esses predicados deixavam os homens loucos por ela.
E não foi diferente com João Mendonça, personagem do ator André Luiz Miranda na nova versão da novela “Dona Beja”, que estreia nesta quinta-feira (5), na TV Tribuna/Band, contando toda a história da poderosa mulher.
João se envolve em um triângulo amoroso formado por Dona Beja (Grazi Massafera) e Antônio Sampaio (David Júnior).
Ele é amigo de infância de Beja e a ama, embora saiba que o coração da moça pertence a Antônio. Liberal e generoso, vira seu parceiro quando ela é abandonada grávida.
João também é o pai de Joana, filha mais nova de Beja. Para construir o personagem, André Luiz Miranda não recorreu à primeira versão da trama, exibida há 40 anos na extinta TV Manchete, na qual Marcello Picchi era o João.
“Eu construí esse João através do texto que eu recebi, vi que ele tem algumas coisas parecidas comigo e fui construindo com o autor e os diretores”, explicou ao AT2.
Para conferir essa trama de paixão e vingança, fique de olho: na próxima quinta-feira (5), às 22h20, será exibida a “Noite Especial Dona Beja”, com entrevistas, curiosidades e making of. Logo em seguida, às 23 horas, vai ao ar um episódio duplo sem cortes.
A partir da segunda semana de março, a novela irá ao ar todas as quintas e sextas, às 23 horas.
“Ele tem coisas parecidas comigo”
AT2 — Já são 29 anos de carreira. Quais foram os maiores desafios até agora?
André Luiz Miranda — O desafio sempre foi tentar manter a cabeça no lugar, mesmo sabendo que a profissão era difícil, tem muita gente talentosa e poucas oportunidades no mercado. E também trabalhar o emocional para viver com escassez, porque eu sabia que não iria ter um trabalho atrás do outro. Então, trabalhar esse emocional comigo e com minha família torna esse desafio um pouco maior.
Neste ano, você estará em três produções. Imaginou que um dia estaria no auge assim?
Tudo o que eu passei, toda a minha trajetória, tudo o que eu fiz até hoje valeu a pena. Eu acho que essa é uma das recompensas da nossa profissão, esse reconhecimento para você ser a trama central de qualquer trabalho. É uma felicidade enorme olhar para trás e ver que tudo o que eu fiz valeu a pena.
Como construiu o seu personagem em “Dona Beja”. Chegou a ver alguma coisa da novela original?
Acabei não vendo a novela original, porque a nossa não é um remake, é uma releitura. A gente está contando a história desses personagens de uma outra forma.
Eu construí esse João através do texto que eu recebi, vi que ele tem algumas coisas parecidas comigo e fui construindo, ao longo do percurso, com o autor e os diretores.
Do Tiziu de “Terra Nostra” a João Carneiro de Mendonça de “Dona Beja”, muita coisa mudou dentro de você?
Mudou, até porque são 27 anos entre um trabalho e outro. Eu era uma criança, agora sou um adulto, pai de família, com um caminho longo percorrido e isso me fez amadurecer bastante durante esse processo.
Teve algum momento em que pensou em desistir?
Já pensei sim. Inclusive, teve um período da minha carreira que eu montei um restaurante, lá em Bonsucesso, no Rio, onde frui criado. O que era para ser um plano B acabou virando plano A. Mas chegou uma hora que eu vi que aquilo não era para mim e voltei para o meu plano antigo da vida inteira, meu amor maior, minha paixão, que é trabalhar com a arte.
Quais foram suas inspirações para seguir a carreira?
Minha inspiração é minha mãe, que foi uma pessoa que trabalhou muito, batalhou muito para pagar meus cursos, para eu poder viver do meu sonho, da minha vontade de criança. Depois, ela saiu do trabalho para me acompanhar durante todo esse processo.
Minha filha também uma inspiração. Tudo que eu faço é por ela, para ela, para minha família. São minhas inspirações para seguir em frente.
O que sente conquistando um papel de protagonista depois de tanto tempo?
Nunca imaginei que estaria com três grandes trabalhos ao mesmo ano, personagens com grande importância. É um momento muito bom, muito feliz, e eu sou muito grato a todos aqueles que cruzaram meu caminho para que me fizessem chegar onde estou hoje.
Você praticamente cresceu em frente às câmeras. Foi difícil?
Mesmo trabalhando, eu nunca deixei de ser criança, nunca deixei de brincar, minha mãe nunca permitiu isso. Tinha um compromisso enorme com a escola, isso era uma exigência da minha mãe e de toda a produção, que ficava de olho nas minhas notas. Apesar de ser um trabalho, eu sempre me diverti muito e nunca deixei de ser criança.
Quais seus planos para o futuro?
Continuar trabalhando, estudando, me capacitando, para que eu possa entregar grandes trabalhos, grandes performances, e viver da minha profissão.
Com esse sucesso do cinema nacional no exterior, pretende tentar carreira internacional?
Não está nos meus planos, por enquanto. Recebi alguns convites para fazer novela em Portugal, um filme lá, mas nunca pensei. Quem sabe?
Se ganhasse um Oscar, teria ideia de como seria seu discurso?
Acho que seria relembrando todo o meu percurso, meu caminho, as pessoas que passaram pela minha vida, desde a minha infância. E agradecer e exaltar todas as pessoas que fizeram parte de tudo isso.
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