ES registra o segundo menor índice de desemprego no País
Percentual ficou em 2,4%, abaixo da metade da média nacional, de 5,1%. Apenas Santa Catarina tem índice inferior ao capixaba
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O Espírito Santo fechou o ano de 2025 como o segundo estado com a menor taxa de desocupação do Brasil, ficando atrás apenas de Santa Catarina.
A informação foi levantada pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), com base em dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O percentual do Estado ficou em 2,4%, abaixo da metade da média nacional, que ficou em 5,1%.
O resultado, de acordo com o diretor-presidente do IJSN, Pablo Lira, ajuda a explicar um momento importante do desenvolvimento econômico capixaba, marcado por oportunidades, atração de investimentos e um ambiente favorável ao empreendedor e ao trabalhador.
“Esse desempenho é fruto de um conjunto de fatores, tais como: gestão integrada, que envolve os segmentos público, privado e da sociedade; planejamento de Estado; estabilidade institucional e dinamismo do setor produtivo”, diz.
A formalização dos vínculos de trabalho também vem apresentando melhoria, segundo Lira.
Ele aponta que há um cenário de saldos positivos na criação de novos postos de trabalho com carteira assinada.
“Há abertura de empregos na indústria, nos serviços, no comércio e na agropecuária, o que demonstra uma economia equilibrada e com capacidade de crescimento sustentado. Isso contribui para a amenização da informalidade”, ressalta.
Todas as regiões do Estado, de acordo com Lira, apresentam melhora nos indicadores de mercado de trabalho e geração de renda.
Isso é evidenciado na estratégia do governo estadual de desconcentrar o investimento na Grande Vitória, investindo mais em outras regiões capixabas, afirma o economista Antônio Marcus Machado.
“Então quando o interior recebe investimentos do governo, também aumenta a questão do emprego, e consequentemente o desemprego cai”, pontua.
Para o especialista, o setor de serviços é o que mais se destaca na criação de empregos e na absorção de mão de obra.
“Os principais empregos que estão sendo gerados são serviços e, em boa parte, agricultura. Hotelaria, bares, restaurantes, consertos, mecânicas, lojas de material de construção, isso tudo tem contribuído muito”, conclui.
Primeiro em investimento público
Os investimentos públicos do governo do Estado também apresentaram destaque em 2025, segundo dados do Relatório Resumido de Execução Orçamentária de 2025, elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional.
O Estado ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de investimentos, destinando 20% da receita total a essa finalidade, o maior percentual do País. Essa estratégia é um mecanismo importante para levar desenvolvimento para a Grande Vitória e também para outras regiões, afirma o economista Antônio Marcus Machado.
“São investimentos em diversos setores. Seja em estradas, em obras públicas, em escolas, em postos de saúde, em hospitais. Isso aquece a economia e aumenta a oferta de empregos”, conclui.
Segundo o relatório, o Espírito Santo também alcançou o maior percentual de poupança corrente em relação à Receita Corrente Líquida, com 21,1%.
Ou seja, na prática, o Estado está gastando menos do que arrecada, criando um caixa para investimentos e outras ações.
Somente no ano passado, o Estado destinou mais de R$ 5 bilhões a investimentos, valor considerado como um “novo recorde histórico”, afirma o secretário de Estado da Fazenda, Benício Costa.
“Estamos garantindo equilíbrio nas contas públicas e criando as condições necessárias para ampliar investimentos que impactam diretamente a vida dos capixabas.”
Saiba mais
Ranking das menores taxas de desocupação
1º Santa Catarina — 2,2%
2º Espírito Santo — 2,4%
3º Mato Grosso — 2,4%
4º Mato Grosso do Sul — 2,4%
5º Rondônia — 2,6%
6º Paraná — 3,2%
7º Rio Grande do Sul — 3,7%
8º Minas Gerais — 3,8%
9º Goiás — 3,9%
10º Tocantins — 4,0%
Maior poupança
Além da menor desocupação, o Espírito Santo alcançou o maior percentual de poupança corrente em relação à Receita Corrente Líquida (RCL): 21,1%.
A poupança corrente corresponde à diferença entre as receitas correntes arrecadadas e as despesas correntes empenhadas, e é um indicador direto da capacidade do Estado de financiar investimentos com recursos próprios.
Endividamento
Um levantamento divulgado pelo jornal O Globo também mostrou o Estado com o menor nível de endividamento do País, com percentual negativo de -52,48% na relação entre dívida consolidada e receita.
Esse indicador revela que o Estado apresenta situação credora líquida, com disponibilidade de caixa superior ao estoque da dívida.
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