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VOZ DO CAFÉ

Mercosul x União Europeia: onde o Espírito Santo ganha?

Leia a coluna publicada neste sábado em A Tribuna

Matheus e Marcus Magalhães | 28/02/2026, 06:54 h | Atualizado em 27/02/2026, 23:31
VOZ DO CAFÉ

Marcus e Matheus Magalhães

Marcus e Matheus Magalhães são Analistas do Mercado Agro

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Nós vendemos bem, mas podemos comprar melhor. O acordo União Europeia x Mercosul mostra que o mundo está reorganizando o comércio por blocos, regras e previsibilidade. Em 9 de janeiro de 2026, houve a autorização da assinatura com o desenho do caminho principal e o instrumento comercial provisório, sinal claro de que Bruxelas quer destravar fluxo, mesmo em meio ao debate político.

Aqui, o olhar naturalmente corre para a exportação

Em 2024, exportamos US$ 10,73 bilhões, com alta de 12,55% no ano, e a corrente de comércio chegou a US$ 24,62 bilhões.

Já em 2025, mesmo com ajuste após um 2024 “fora da curva”, o Estado fechou na casa de US$ 24,3 bilhões, com exportações de US$ 10,5 bilhões e importações de US$ 13,8 bilhões. Para um estado pequeno em território, isso mostra força de produção e capacidade comercial de atender o padrão de mercado, inclusive o europeu.

Mas existe um diferencial crucial

Nós também somos uma máquina de importação e distribuição para todo o Brasil. Em 2024, as importações capixabas somaram US$ 13,89 bilhões, com avanço de 41,61%, e no acumulado de 2025, até setembro, as importações chegaram a US$ 10,13 bilhões. Importar é organizar a entrada de insumos, máquinas, peças e tecnologia que abastecem o País.

A leitura é simples: quando o atrito comercial cai, o valor migra para quem controla tempo e fluxo. Produtos europeus entrando por um hub eficiente reduz custo de estoque, acelera reposição e espalha insumos e bens pelo País. Isso impulsiona a indústria, varejo e também o agro, do adubo ao maquinário.

A Roterdã dos trópicos

Roterdã não é só uma cidade, é um sistema. Nós temos porto, serviços e escala crescente.

O complexo portuário de Vitória movimentou 8,4 milhões de toneladas em 2024, alta de 15%, com investimentos de R$ 580 milhões desde a concessão. Isso importa tanto para exportar com janela de preço quanto para importar com regularidade, o que é ainda mais valioso quando o varejo e a indústria trabalham com estoques mais enxutos.

A ideia é a soma das duas forças. Nós nos tornamos um estado ímpar quando usamos a exportação como vitrine de qualidade, e a importação como ferramenta de desenvolvimento regional. Se quisermos ser a Roterdã dos trópicos, o foco é execução, com desembaraço, armazenagem, serviços e integração modal.

A EF-118, ParkLog e os investimentos portuários no Norte do Estado, ao avançarem nos planos, entram como vetor de escala. O horizonte exige sobriedade. A ratificação europeia ainda pode ser atrasada por disputas jurídicas e políticas, o que recomenda pragmatismo, sem euforia.

Se o acordo andar mais rápido ou mais lento, a vantagem competitiva será a mesma: quem entrega previsibilidade de fluxo vira referência. E é esse o modelo que o Espírito Santo pode consolidar.

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