Grande Recife registra recorde histórico de violência contra crianças e adolescente
Balanço do Instituto Fogo Cruzado aponta 148 menores baleados em 2025, o maior índice desde o início da série histórica em 2019
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O ano de 2025 consolidou-se como o período mais letal para a juventude na Região Metropolitana do Recife desde o início do monitoramento do Instituto Fogo Cruzado, em 2019. Ao todo, 148 menores de idade foram atingidos por disparos de arma de fogo, estabelecendo um novo e preocupante recorde na série histórica.
O levantamento detalha que, entre as crianças de até 11 anos, 16 foram baleadas e quatro perderam a vida. O cenário é ainda mais devastador na faixa etária dos 12 aos 17 anos: foram 132 adolescentes atingidos, resultando em 93 mortes confirmadas ao longo do ano.
A análise dos dados revela que 96% dessas ocorrências foram ataques diretos, caracterizados como homicídios. No entanto, o relatório também acende um alerta para o crescimento de 650% nos tiroteios entre grupos armados rivais, que saltaram para 46 registros em apenas um ano.
As balas perdidas também atingiram patamares inéditos. Em 2025, 72 pessoas foram vítimas de disparos acidentais em meio a confrontos — um aumento de 47% em relação a 2024. Desse total, oito pessoas morreram e 64 ficaram feridas, o maior número já registrado pelo instituto.
No ranking da violência armada por município, a capital pernambucana lidera as estatísticas. O Recife concentrou 38% dos tiroteios mapeados, somando 561 casos. Na sequência, aparecem Jaboatão dos Guararapes (228 registros), Cabo de Santo Agostinho (146), Olinda (123) e Paulista (95).
Já com relação aos bairros mais perigosos estão da Região Metropolitana aparecem: Muribeca, Dois Unidos, Nova Descoberta, Prazeres, Ponte dos Carvalhos, Cohab e Água Fria.
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