Carlos Fonseca toma posse como imortal da Academia Espírito-Santense de Letras
Mestre pela Universidade Federal do Espírito Santo, escritor capixaba será o novo ocupante da cadeira nº 28 da AEL
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Mestre em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo, o escritor e poeta Carlos Fonseca, de 40 anos, vai tomar posse da cadeira nº 28 da Academia Espírito-Santense de Letras (AEL) nesta quinta-feira (26).
Carlos foi eleito em outubro do ano passado e passa a ser o mais novo imortal da AEL. A cadeira que agora assume era anteriormente ocupada pelo acadêmico Sérgio Bizzotto Pessoa de Mendonça, falecido em janeiro deste ano.
Ser um “imortal” significa ser eleito para ocupar uma das 40 cadeiras vitalícias da AEL. O título reconhece escritores com obras publicadas de mérito. Cada membro que ocupa esse lugar tem o dever de promover a cultura, preservar a memória literária local e participar ativamente da instituição, fundada há mais de um século.
Carlos, que reúne um portfólio com sete livros escritos e mais de quarenta crônicas e ensaios publicados, afirma que ser eleito tão jovem para um cargo tão importante, indica reconhecimento pelo caminho percorrido e encorajamento para seguir em frente com ânimo e determinação.
O escritor e juiz, nascido em São José do Calçado, conhecido como “terra dos poetas”, diz achar incrível o pequeno município reunir tantos e tão bons escritores, como Geir Campos e Fernando Tatagiba. “Deve mesmo ter alguma coisa na água de Calçado (risos)”, comenta. Ele acredita que ter nascido nessa terra tão privilegiada, certamente o inspirou a seguir a trajetória na escrita.
Com a vida corrida de juiz, é difícil imaginar como Fonseca consegue conciliar o amor pela escrita e o compromisso com o direito. “O trabalho como escritor alimenta o meu trabalho como juiz e vice-versa. A literatura, como qualquer dimensão artística, é capaz de refinar, em cada um de nós, a noção de humanidade, a empatia e o senso de justiça", relata.
Com imensa gratidão, o capixaba mantém o compromisso com o incentivo à produção cultural e acadêmica e destaca um trecho de uma música do compositor Sérgio Sampaio que, segundo ele, traduz a visão sobre a democratização do acesso à cultura. “Um livro de poesia na gaveta / não adianta nada / lugar de poesia é na calçada”.
*Estagiária sob supervisão de Weslei Radavelli
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