Justiça vai decidir se secretária acusada de envenenar médico vai a juri popular
Segundo promotor, o motivo do envenenamento foi o fato de que ela sabia que tinha deixado muito “rastro” com desvios de dinheiro
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A Justiça vai decidir se a ex-secretária Bruna Garcia Barbosa Marinho, acusada de envenenar o médico Victor Murad, de 90 anos, irá a júri popular por tentativa de homicídio qualificado.
O promotor de Justiça Rodrigo Monteiro explicou que a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) sustenta que o crime teria sido cometido por motivo torpe (por dinheiro), com emprego de veneno, com recurso que dificultou a defesa da vítima e para ocultar a prática de outro crime – contra o patrimônio.
“Então nós temos uma tentativa de homicídio com três qualificadoras e ainda tem uma outra causa de aumento de pena – que é o crime cometido contra a pessoa idosa. Por isso, defendemos que ela vá a júri popular”.
O promotor de Justiça ainda reforçou que a forma como o crime foi praticado, por uma pessoa de total confiança, faz com que a conduta seja ainda mais grave.
“Ela era como uma filha para ele. Ele ainda falou que ela não precisava ter feito aquilo, que não precisava disso”, lamentou.
Para Monteiro, as investigações e o trabalho da Polícia Científica foram cruciais para o caso. “O laudo conseguiu informar exatamente o período do envenenamento, que é compatível com o período em que a secretária ainda trabalhava na clínica”.
Segundo o promotor, o motivo do envenenamento foi o fato de que ela sabia que tinha deixado muito “rastro” com as transferências.
“São dois inquéritos que foram instaurados. Este para apurar o homicídio tentado e o outro para apurar o crime contra o patrimônio, o estelionato. Nesse caso, ela pode ainda ser responsabilizada também, já que está em curso”.
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