O que se sabe sobre a morte de mulher após usar piscina de academia em SP
Segundo o boletim de ocorrência, ela e o marido participaram de uma aula de natação antes de apresentarem os primeiros sintomas
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Uma mulher de 27 anos morreu após passar mal durante uma aula de natação em uma academia na zona leste de São Paulo. O caso ocorreu no sábado, 7 de fevereiro, e está sendo investigado pela Polícia Civil.
A professora Juliana Faustino Bassetto passou mal após utilizar a piscina da academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, na zona leste da capital. Segundo o boletim de ocorrência, ela e o marido, Vinícius de Oliveira, de 31 anos, participaram de uma aula de natação antes de apresentarem os primeiros sintomas.
Assim que o mal-estar começou, o casal foi levado ao Hospital Santa Helena, em Santo André. Juliana sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. Vinícius permanece internado em estado grave, na UTI.
O casal frequentava a academia havia cerca de 11 meses. O velório de Juliana ocorreu na manhã desta segunda-feira (9), no Jardim Avelino, em São Paulo.
Além deles, um adolescente de 14 anos também foi afetado após usar a mesma piscina e segue internado, em um hospital na Vila Alpina, recebendo tratamento com oxigênio. Outras duas pessoas chegaram a ser internadas, mas já receberam alta.
SUSPEITA DE INTOXICAÇÃO
De acordo com a polícia e relatos de testemunhas, Juliana e o marido relataram odor e gosto estranhos na água da piscina durante a aula. Pouco depois, passaram a sentir mal-estar intenso e foram levados ao hospital. A polícia ainda apura qual substância teria sido utilizada.
Durante a vistoria no local, os investigadores encontraram diversas irregularidades. A instalação elétrica da piscina estava ligada à cozinha da academia, e os produtos de limpeza eram armazenados de forma inadequada.
Testemunhas afirmaram que um funcionário teria jogado um produto químico na piscina momentos antes da aula, o que reforça a suspeita de intoxicação. "O rapaz que fazia a manutenção, para nossa surpresa, era o manobrista", afirmou Geraldo Oliveira, investigador-chefe do 42º DP, ao UOL.
Segundo ele, o ambiente também era fechado e sem ventilação adequada. Além disso, a academia funcionava de forma totalmente irregular, inclusive sem alvará. "A polícia instaurou inquérito para apurar todas as irregularidades. Os órgãos municipais já lacraram o local e vão adotar as medidas cabíveis."
A academia foi interditada. No auto de interdição da prefeitura, obtido pelo UOL, o local é descrito como estando em "estado precário de segurança, importando grave ameaça à integridade física de seus ocupantes e vizinhos".
Perícias técnicas, coleta de amostras da água e análise dos produtos encontrados no local estão em andamento. As autoridades buscam identificar os responsáveis pela manutenção da piscina e apurar se houve negligência no manuseio de produtos químicos.
Após o trabalho da perícia e da Vigilância Sanitária, agentes da unidade policial realizaram diligências no local e apreenderam objetos para a apuração. As investigações prosseguem para o total esclarecimento dos fatos. Secretaria de Segurança Pública
Em nota, a direção da Academia C4 Gym lamentou "profundamente" o ocorrido. Afirmou que prestou atendimento imediato aos envolvidos, mantém contato direto com as famílias e declarou que está colaborando integralmente com as autoridades, oferecendo todo o suporte necessário.
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