Combinação de técnicas com foco na naturalidade
Protocolos sob medida para cada paciente associam tecnologias em busca de resultados mais discretos e com autenticidade
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A busca por tratamentos estéticos que realcem a beleza sem exageros vem moldando uma nova era na dermatologia. Se, antes, preenchimentos volumosos e mudanças marcantes no rosto eram comuns, hoje o paciente procura algo completamente diferente: resultados discretos, equilíbrio e autenticidade.
“A tendência é envelhecer bem, sem excessos. As pessoas entenderam que não precisam transformar a fisionomia para melhorar a aparência”, afirma a dermatologista Oliete Guerra.
Segundo ela, tecnologias já conhecidas foram aperfeiçoadas e agora são usadas de forma combinada, trazendo benefícios mais amplos. O laser de CO2, por exemplo, ganhou novas versões, com desempenho otimizado. Outros recursos também ganharam destaque, como a radiofrequência microagulhada resfriada a vácuo, indicada para rejuvenescimento, flacidez e cicatrizes de acne.
“Hoje, a gente associa técnicas. Essa combinação potencializa os efeitos e diminui o tempo de recuperação”, explica.
Oliete reforça que o sucesso do tratamento está em protocolos personalizados, definidos após avaliação detalhada da pele.
“Não existe mais aquele padrão de exagero, de colocar grandes volumes ou replicar a mesma receita para todos. É preciso individualizar. cada paciente tem uma necessidade específica”, enfatiza.
Além das tecnologias em consultório, o cuidado continua em casa. Dermocosméticos modernos — especialmente os coreanos, muito elogiados por sua performance — entram como aliados para manter e ampliar os resultados.
“Os produtos corretos ajudam a hidratar, melhorar a textura, controlar oleosidade e até tratar espinhas”, comenta a dermatologista.
A evolução tecnológica também reduziu desconfortos. Procedimentos antes doloridos, como o ultrassom microfocado, hoje são mais toleráveis e entregam efeito lifting ao estimular colágeno em diferentes profundidades. A toxina botulínica e os preenchimentos seguem em alta, porém aplicados com leveza e harmonia.
“O que importa não é ter o aparelho mais novo, mas o protocolo certo. E isso exige estudo constante, porque surgem pesquisas importantes no mundo todo que mudam a forma como cuidamos da pele”, diz Oliete.
Para a médica, o objetivo final permanece o mesmo: “Ajudar o paciente a envelhecer com qualidade, preservando sua identidade e conquistando um visual natural”.
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