Novas tecnologias para potencializar o ensino
De aulas de robótica a ambientes virtuais de aprendizagem, metodologias adotadas contribuem para o aprendizado
Por um longo período, as tecnologias foram vistas como vilãs nas salas de aula. Entretanto, o tempo vem mostrando que o uso adequado desses recursos pode contribuir para potencializar os resultados obtidos. Atentas a esse benefício, as cooperativas educacionais do Estado estão modernizando suas ferramentas de ensino e têm adotado, cada vez mais, metodologias tecnológicas e inovadoras.
Em 2022, a Cooperativa Regional de Educação e Cultura de Venda Nova do Imigrante (Coopeducar) implementou aulas de pensamento computacional na grade curricular dos seus alunos. A novidade abrange desde turmas do ensino infantil ao terceiro ano do ensino médio. As aulas, que têm como objetivo introduzir a tecnologia aos alunos, abordam temas como programação, robótica, internet das coisas, jogos eletrônicos, criação de protótipos e realidade virtual.
Os assuntos são trabalhados uma vez por semana em cada turma. Na visão do professor Douglas Botacin, que conduz as aulas, esse tipo de conteúdo vai além de despertar o interesse tecnológico dos alunos. “Ele também auxilia na aprendizagem ao exercitar o cérebro com atividades que envolvem lógicas, padrões e sequências”, explica.
A Cooperativa Educacional de São Mateus (Coopesma) também adota uma disciplina similar. Nela, os alunos dos anos finais possuem aulas de robótica. São trabalhados conceitos de áreas como Matemática, Ciência, Tecnologia, Engenharia e até mesmo Artes. “Esse tipo de abordagem promove um aprendizado multidisciplinar que contribui para que os alunos realizem conexões entre as mais diversas áreas do conhecimento”, relata o professor Estevão Gonçalvez.
As aulas são organizadas em três grandes momentos: contextualização, mão na massa e finalização. O primeiro é voltado para a apresentação do desafio a ser desenvolvido, com exemplos práticos do cotidiano. A segunda etapa é totalmente prática, e os alunos constroem e programam coletivamente. Por último, a finalização consagra o momento de apreciação e avaliação do que foi feito.
De acordo com o docente, as aulas contribuem positivamente para a formação dos estudantes. “O ensino da robótica desempenha um papel muito importante na preparação dos estudantes para o mundo moderno ao desenvolver habilidades técnicas e promover o pensamento crítico, a criatividade e a colaboração. Além de, claro, projetá-los para o mercado de trabalho”, pontuou Gonçalves.
Ambiente virtual de aprendizagem
Para além das aulas ministradas, as cooperativas educacionais adotam uma série de programas de ensino reconhecidos no mercado. Esses programas possuem ambientes virtuais de aprendizagem que contribuem de forma direta com os conteúdos passados em sala de aula e complementam um conhecimento extra de relevância para os estudantes.
A Cooperativa Educacional de Linhares (CEL) e a Cooperativa Educacional de São Gabriel da Palha (Coopesg) utilizam plataformas de ensino online para agregar ao processo educacional. Além de contarem com materiais didáticos de qualidade, os alunos têm acesso a um ambiente virtual de aprendizagem. Nele, estão dispostas uma série de experiências educativas que podem ser consumidas por eles e pelos professores. O espaço de aprendizagem abriga games educativos, animações interativas, realidade virtual e realidade aumentada, além de exercícios complementares.
A CEL também disponibiliza à comunidade escolar acesso a uma biblioteca digital gamificada, que possui acervo diversificado de mais de 40 mil livros, audiolivros e materiais de apoio pedagógico. O ambiente também possui livros em inglês e conteúdos autorais de jornais e revistas de mais de 150 países. Essas ferramentas ajudam os alunos a ampliarem a visão de mundo e desenvolverem o pensamento crítico.
A diretora pedagógica da CEL, Queila Zorzanelli, afirma que as novas tecnologias têm desempenhado um papel fundamental no ambiente educacional. “Elas enriquecem o processo de ensino-aprendizagem e preparam os alunos para um mundo cada vez mais digital. No entanto, o uso precisa ser feito de maneira equilibrada, garantindo que os benefícios sejam maximizados”, diz.
Comunicação digital com familiares por aplicativo
A presença de tecnologia não se limita ao relacionamento com os alunos. Outra prática que já é realidade nas cooperativas educacionais é o uso de aplicativos e sites para estabelecer a comunicação dos professores e corpo pedagógico da escola com os familiares responsáveis.
Zenilza Pauli, diretora pedagógica da Coopesma, afirmou que desde o período pandêmico a cooperativa passou a adotar o uso de drives e comunicação por aplicativos. Nesse sentido, a escola diminuiu significativamente o número de impressões. “Hoje, adotamos o uso de comunicados com os pais via aplicativos e disponibilizamos o acompanhamento do rendimento de forma virtual”, pontuou.
Na Coopesg, além da utilização de aplicativo de mensagens, todos os processos e comunicados são centralizados em um portal, o que facilita o andamento de atividades mais burocráticas e financeiras, como a matrícula, o pagamento, a comunicação com os pais e o acompanhamento do rendimento escolar por meio do lançamento de boletim online.
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