Lula negocia com líderes do Egito e da Palestina para repatriar brasileiros
O presidente brasileiro também solicitou a libertação dos reféns de guerra
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ação diplomática, realizou contatos telefônicos neste sábado (14) com os líderes do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
O objetivo das conversas foi solicitar apoio para a evacuação segura de brasileiros residentes na Faixa de Gaza, além de reiterar a importância de buscar a paz na região. Os brasileiros chegaram ao Sul de Gaza na manhã deste sábado, após serem resgatados pelo Governo Federal.
Durante as conversas, o presidente expressou sua preocupação com a situação dos civis palestinos e condenou veementemente os ataques terroristas ocorridos em Israel.
Lula também defendeu a criação de um corredor humanitário em Gaza e a libertação de todos os reféns, enfatizando que "os inocentes em Gaza não podem pagar o preço da insanidade daqueles que desejam a guerra."
Na última quinta-feira (12), o presidente Lula também dialogou por telefone com o presidente de Israel, Isaac Herzog, reafirmando a posição brasileira de condenação aos ataques conduzidos pelo grupo Hamas, que foram categorizados como atos terroristas pelo líder brasileiro.
Passagem de Rafah
Durante sua conversa com o presidente do Egito, Lula detalhou o processo de repatriação dos brasileiros que cruzarão a passagem de Rafah.
Ele destacou que esses cidadãos serão acompanhados pelo embaixador do Brasil no Egito até o Aeroporto de Arish, de onde partirão em uma aeronave da Força Aérea Brasileira com destino ao Brasil.
Além disso, o presidente informou que o Brasil tem a intenção de enviar kits de medicamentos ao Egito em um futuro próximo para auxiliar no enfrentamento das necessidades humanitárias da região.
Desastres humanitários
Lula reafirmou o compromisso do Brasil, que atualmente preside o Conselho de Segurança da ONU, de agir incansavelmente para evitar um agravamento do desastre humanitário e o alastramento do conflito.
Ambos os presidentes também expressaram seu apoio à solução dos da guerra envolvendo Israel e Palestina, e concordaram em manter consultas regulares para abordar a crise em andamento.
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