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COLUNA DO ESTADÃO

Congresso aprova mudanças sobre antigo orçamento secreto

Coluna foi publicada nesta sexta-feira (13)

Roseann Kennedy, Eduardo Gayer e Augusto Tenório | | Atualizado em
Coluna do Estadão

Estado de São Paulo


          Imagem ilustrativa da imagem Congresso aprova mudanças sobre antigo orçamento secreto
Congresso aprovou projetos de lei enviados pelo Executivo que acabam com a marcação A4 |  Foto: Estadão/Wilton Junior

O governo Lula tornará parte do “espólio” do orçamento secreto ainda mais secreta. Depois que o Supremo Tribunal Federal determinou o fim das emendas de relator, em dezembro passado, cerca de metade do dinheiro - R$ 9,8 bilhões - voltou para o comando dos ministérios. O destino desses recursos é decidido pelos titulares das pastas em acordos com os parlamentares, sem transparência - mas ainda era possível identificar para onde o montante estava indo.

Porém, o Congresso aprovou seis projetos de lei enviados pelo Executivo que acabaram com a marcação “A4”. Esse termo era usado para rastrear os recursos dentro do Orçamento. A estimativa é de que pelo menos R$ 2 bilhões fiquem sem rastreabilidade.

TURBINADA. Apelidada de “Estatal do Centrão”, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) será a principal beneficiada pelos remanejamentos, com R$ 632,1 milhões. O Dnocs, outra empresa cobiçada pelos parlamentares, ficará com R$ 180 milhões.

POLUIÇÃO. A Comissão de Minas e Energia se prepara para derrubar o projeto que cria a Política Nacional de Redução do uso de Diesel S-500, combustível criticado pelo alto potencial poluente. O relatório do deputado Felipe Francischini (União-PR) é pela rejeição da política de redução.

PROPOSTA. O texto original previa redução anual de 10% no uso do diesel S-500, numa transição para o diesel S-10, até substituição total. O relator ressalta que haveria forte elevação de preços. A Confederação Nacional da Indústria enviou a parlamentares um comunicado pela derrubada.

AVISO. A Frente Parlamentar Evangélica enviou recado ao Planalto. Se o presidente Lula indicar Flávio Dino para o STF, o atual ministro da Justiça e Segurança Pública não terá a mesma abertura que Cristiano Zanin teve com a bancada no Senado. Quem avisa é líder do grupo na Casa, o senador Jorge Viana (Podemos-MG), que não esconde sua preferência pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.

EXPLICAÇÃO. “Messias é batista e seria visto como um gesto de pacificação do presidente Lula com nosso segmento”, disse à Coluna. Lula tem sido orientado a protelar a escolha.

IMPACTO. Por causa da seca no Norte, nenhum dos cinco navios programados no porto privado Super Terminais, em Manaus, neste mês, poderá atracar. Segundo a empresa, não há mais calado para a entrada na foz do rio Madeira e na região do Tabocal. A maioria das cargas é de eletrônicos.

REAÇÃO AO STF. O relator da PEC antidrogas na CCJ do Senado, Efraim Filho (União-PB), quer apresentar seu parecer em meados de novembro. O senador definiu dois pilares para debater em audiências: impactos na segurança e na saúde pública.

INCONGRUÊNCIA. “O questionamento é que se libera a posse e o uso, mas a droga continua ilícita. Então, só tem como comprar do tráfico, grande responsável pela barbárie atual”, disse Efraim à Coluna. Ele avalia que a maioria será contra descriminalização.


          Imagem ilustrativa da imagem Congresso aprova mudanças sobre antigo orçamento secreto
CLICK. Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, recebeu os conselheiros político e de política externa da Embaixada dos Estados Unidos, Jesse Levinson e John Jacobs, para analisar conjuntura. |  Foto: Reprodução/X

Pronto, falei!

"Alagoas quer apenas justiça quanto ao maior crime ambiental urbano do mundo. Justiça para as cidades, para o Estado e também para as vítimas” - Renan Calheiros, senador (MDB-AL)

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