Atacante pede demissão de clube capixaba após ser afastado por homofobia
Morotó compartilhou foto da jogadora Marta e sua namorada e disse que elas “queimariam no inferno”
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O atacante Sidevaldo Pereira dos Santos, conhecido como Morotó, pediu demissão do Rio Branco Atlético Clube após ser afastado pelo time capixaba por fazer um comentário homofóbico nas redes sociais.
Em seu perfil pessoal, nesta quarta-feira (2), o atacante compartilhou uma imagem da jogadora Marta e sua namorada, a também jogadora Carrie Lawrence, e disse que elas “queimariam no inferno”. A publicação foi excluída horas depois.
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O clube Capa-Preta havia anunciado, no início da noite, o afastamento do jogador e afirmado que, junto ao departamento jurídico, estaria estudando as demais ações necessárias. Porém, cerca de uma hora depois, Morotó voltou a público para anunciar o seu pedido de demissão — sem pedir desculpas pelo comentário.
Em uma série de stories, o jogador agradeceu ao Rio Branco, afirmou que tem 'plena convicção e plena consciência' da sua fala, e que o pedido de demissão veio da sua parte.
"O Rio Branco é maior do que o Morotó. Não foi o Rio Branco que me demitiu, foi eu que pedi a a minha demissão [...]. A minha fala, sei que todo mundo aí tá me criticando, mas o importante é que o meu coração está certo", declarou.
O jogador excluiu as fotos do período em que esteve no clube das redes sociais e compartilhou, ainda, mensagens de apoio enviadas por seguidores.
Até o momento desta publicação, a assessoria do Rio Branco não confirmouo desligamento de Morotó.
Morotó atuou pelo Capa-preta em cinco partidas da Copa Espírito Santo e balançou as redes três vezes.
Repúdio
O comentário homofóbico rapidamente virou assunto nas redes sociais e gerou uma série de críticas ao jogador. Poucas horas depois, o Rio Branco se manifestou. Em nota, o clube repudiou as declarações do jogador e afirmou que que não compactua com falas e ações homofóbicas.
"O futebol precisa ser ambiente de acolhimento e respeito, por isso sempre reforçamos nosso posicionamento contra todas as manifestações intolerantes", diz a nota.
O Capa-Preta também comunicou o afastamento do jogador e ressaltou que, junto ao Departamento Jurídico do clube, estaria analisando a situação de forma emergencial para tomar outras ações.
Nos comentários da publicação, torcedores apoiaram a manifestação do clube e pediram, ainda, a rescisão do contrato com o atacante.
Também por meio de nota, divulgada no início da noite desta quarta-feira, a Federação de Futebol do Espírito Santo (FES) repudiou o caso. "Nossa solidariedade à Marta e a todos aqueles que já sofreram algum tipo de preconceito", declarou.
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