Amber Heard e Johnny Depp fazem acordo em caso de difamação
Segundo a atriz, um dos motivos de pedir anulação da sentença seria a impossibilidade do júri de se manter neutro
Amber Heard, 36, e Johnny Depp, 59, fizeram um acordo após uma longa batalha judicial. A atriz anunciou nessa segunda-feira (19), por meio de uma nota, que chegou a um acordo com o ex-marido, Johnny Depp.
Ela afirmou que não dará continuidade a um processo que movia contra o ator. "É importante dizer que eu nunca escolhi isso. Eu defendi minha verdade e, ao fazê-lo, minha vida como eu conhecia foi destruída", diz a nota da atriz, que este ano perdeu um processo de difamação que movia contra o ex-marido.
Em julho, um tribunal de júri no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, decidiu que Depp deveria receber da atriz US$ 10 milhões (R$ 53,1 mi) em danos compensatórios e US$ 5 milhões (R$ 26,5 mi) em danos punitivos. Heard foi condenada por difamação após ter escrito um artigo de opinião no jornal americano The Washington Post, em que dizia ter sido vítima de violência doméstica.
A atriz, que também ingressou com um processo de difamação contra o ex-marido como resposta jurídica, ganhou parte do processo, no valor de US$ 2 milhões (R$ 10,61 mi). Durante o julgamento, as redes sociais foram tomadas de vídeos favoráveis a Depp. Um dos motivos de Heard ter pedido anulação da sentença seria a impossibilidade do júri de se manter neutro frente ao bombardeamento de informações negativas sobre ela.
Depp já havia perdido um processo semelhante no Reino Unido. Em 2020, o ator processou o jornal britânico The Sun após reportagens que o acusavam de abuso doméstico. A corte britânica não acolheu o pedido do ator, produzindo um documento de 129 páginas sobre o caso.
Os advogados da Heard queriam que o precedente fosse utilizado como prova no julgamento nos EUA. A atriz declarou hoje que não continuaria com o processo de apelação. Sua decisão, diz, é calcada no sofrimento psicológico e físico que o julgamento lhe causou.
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