Dez piscinas cheias de pedra para recuperar rodovia
Serão 3,6 mil caminhões carregados com pedras para consertar os danos da erosão no km 171, da BR-101, em Aracruz
Considerando o desvio concluído no dia 8, liberando parte da via para o tráfego, e as obras em curso com previsão de serem finalizadas até o dia 8 do mês que vem, 3,6 mil caminhões carregados com pedra vão ser usados para consertar os danos da erosão no km 171, da BR-101, em Jacupemba, Aracruz, Norte do Estado. É o equivalente a 10 piscinas olímpicas cheias de pedra, segundo o gerente de engenharia da Eco101, Mauricio Cavalli.
Uma verdadeira cratera se abriu no local por causa das chuvas e a previsão é de que as obras de recuperação fiquem totalmente prontas em 30 dias, a partir da conclusão do desvio.
De acordo com Mauricio Cavalli, gerente de engenharia da Eco101, concessionária responsável pela administração da via, estão sendo utilizadas pedras pela necessidade de agilidade da obra.
“Por conta da agilidade, pois em época chuvosa não tem confiabilidade com o clima. Se não sofrer impacto com a chuva, acreditamos que dentro de um mês estará concluída, a obra”, afirma Mauricio Cavalli.
A erosão ocorreu em uma galeria da década de 1970 por onde passava o Rio do Norte. “Semestralmente, fazemos a manutenção de drenagem. Era uma galeria que estava em boas condições, mas sofreu impacto devido às chuvas. Em 10 dias, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) choveu 700 mm”, explicou Mauricio.
O gerente revelou que o sistema de galerias contempla a vazão dos rios da região. “O nível da nova pista será capaz suportar toda a sorte de chuva e contempla as bacias dos rios da região”.
De acordo com a engenheira civil pela Unicamp e consultora em desenvolvimento de projetos de infraestrutura Fernanda Castells, a decisão entre a construção de galerias ou pontes depende do montante de vazão do curso d’água.
“A utilização de estruturas em pontes é geralmente realizada em cursos com maiores vazões”, diz.
Ela destaca que as obras de recomposição, tanto em caso de aterro compactado quanto estrutura em obra de arte especial, necessitam de um controle tecnológico adequado para sua execução, o que requer tempo para liberação.
“Em especial a liberação das camadas de compactação de aterro em períodos chuvosos como na situação atual (de novembro a março), sendo por isso difícil a execução da reconstrução em períodos curtos”, afirma.
Saiba mais
Pista deve ser liberada no dia 8
Obra com pedras e galerias
A erosão no km 171, em Aracruz, foi ocasionada pelas chuvas que atingiram a região.
Tráfego no trecho foi liberado em um desvio provisório, no dia 8.
A cratera tem 10 metros de altura, do leito do Rio Norte até a altura da pista.
Já a largura, na parte superior, somando a largura das duas pistas e acostamentos, são 13 metros.
São cerca de 40 metros, na parte inferior, considerando um formato de trapézio no sentido transversal à rodovia.
Para o aterro, serão necessários 20 mil metros cúbicos de pedra (o que equivale a mais de 10 piscinas olímpicas).
Uma piscina olímpica possui 50m de comprimento, 25m de largura e 3m de profundidade.
Para transportar as pedras, serão utilizados 2 mil caminhões basculantes.
A nova galeria será montada com peças pré-moldadas produzidas por uma fábrica do Sul Estado.
A previsão é de que obras de recuperação fiquem prontas em 30 dias, a partir da conclusão do desvio, ou seja, fiquem prontas no dia 8 de janeiro.
Segundo Mauricio Cavalli, gerente de engenharia da Eco101, o nível da nova pista será capaz de suportar toda a sorte de chuva e contempla as bacias dos rios da região.
De acordo com a engenheira civil pela Unicamp Fernanda Castells, a decisão entre a construção de galerias ou pontes depende do montante de vazão do curso d’água.
Ela destaca que as obras de recomposição, tanto em caso de aterro compactado quanto estrutura em obra de arte especial, necessitam de um controle tecnológico adequado para sua execução, o que requer tempo para liberação.
Fonte: Mauricio Cavalli, gerente da Eco101, e Fernanda Castells, engenheira civil.
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