Incêndio atinge o Parque Paulo Cesar Vinha e fumaça chega à Grande Vitória
Área queimada do Parque Paulo César preocupa moradores e especialistas. Nuvem de fumaça já chega a um raio de 50 km
A nuvem de fumaça causada pelo incêndio de grandes proporções que atinge o Parque Estadual Paulo César Vinha, em Guarapari, já chega a um raio de 50 quilômetros e preocupa moradores e especialistas.
Moradores da Grande Vitória tiveram muito trabalho para conter a fumaça do lado de fora das casas e apartamentos ontem (23).
Segundo o capitão Rafael Págio, do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros, a nuvem de fumaça acaba não sendo controlada por causa da força do vento. O incêndio começou na manhã de quarta-feira (21).
“Terminamos o primeiro dia com um cenário bastante preocupante. O fogo avançando de maneira considerável, intenso, com velocidade grande, em direção a Guarapari, devido ao vento Nordeste. Durante a madrugada, o vento mudou de direção, soprando do Sul para o Norte, e passou a avançar na direção de Vila Velha. Há relatos de que a nuvem de fumaça chegou até Vitória”, explica.
O ponto crítico durante o segundo dia de incêndio foi na região da fronteira do parque com o bairro Recanto da Sereia, onde o fogo chegou no muro das casas, incomodando bastante os moradores.
“Concentramos nossos esforços ali, e além de toda nossa equipe e do Iema, contamos com o apoio do helicóptero do Notaer com água, e conseguimos conter essa frente de fogo”, disse Págio.
Até o final da noite de ontem, o incêndio era considerado pelo Corpo de Bombeiros como contido, já que parou de evoluir.
Porém, ainda há vários pontos de geração de fumaça, que são chamados de pontos quentes.
“Diante desse novo cenário, precisamos monitorar por todo momento, avaliando esses pontos e impedindo que eles ganhem força e tornem novos pontos de propagação do fogo. O vento forte do primeiro dia foi assustador, porque fez o fogo progredir numa extensão muito grande”, explicou.
“A mudança do vento diminuiu o impacto para o lado de Guarapari, mas aumentou para Vila Velha. Terminamos o dia de hoje (ontem) com uma região que não é de frente de fogo, mas é uma região de ponto de geração de fumaça, que precisa ser monitorado”, completa.
Apesar do incêndio contido, equipes dos Bombeiros e do Iema, com apoio do helicóptero do Notaer, vão seguir no combate até conter toda a queimada. Não há previsão de quando irá acabar.
Visitas estão suspensas
Devido ao incêndio que já alastrou em grande parte da vegetação do Parque Estadual Paulo César Vinha, o local ficará fechado até o final da próxima semana.
De acordo com o diretor-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recurso Hídricos (Iema), Alaimar Fiuza, é preciso manter a segurança dos visitantes e seguir com o combate.
“O parque ficará fechado para que possamos focar no combate e na minimização de impacto para a comunidade, para a fauna e flora, e para termos segurança aos usuários”, afirmou.
O Iema é o órgão responsável pela gestão do parque. O Corpo de Bombeiros iniciou ontem mesmo a investigação para descobrir a origem da queimada.
De acordo com o capitão Rafael Págio, o perito do Corpo de Bombeiros está ouvindo servidores do Iema que viram o fogo se iniciar, os próprios bombeiros que iniciaram o trabalho de combate, e imagens aéreas já foram feitas com drones.
“Há grandes chances do fogo ter iniciado por alguma ação humana. A grande estatística de incêndio em vegetação no Espírito Santo é causada pelo homem. Muitas das vezes não é intencional, porque a pessoa queria só fazer um descarte de lixo, de queima de vegetação, mas há casos em que o incêndio foi propagado de maneira intencional”, ressalta o bombeiro.
ORIENTAÇÃO
Pano úmido para aliviar efeitos
“Os moradores que possuem idosos ou crianças em casa, se puderem se ausentar da residência e dormir na casa de parentes, é o que a gente aconselha.
Mas se não puder se ausentar da residência, que coloque panos úmidos ou molhados nas frestas das janelas e portas para aliviar. E, durante o dia, com a temperatura mais alta, as fumaças tendem a ficar mais intensas, então abra para o ar circular”.
Capitão Rafael Págio, do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros
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