Ômicron deve ser a variante predominante no Estado nas próxima semanas
Secretário da Saúde, Nésio Fernandes, informou que a cepa deve superar a delta
A ômicron deve se tornar a variante predominante nos casos de infecção pelo coronavírus no Espírito Santo nas próximas semanas. A previsão foi feita pelo secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, em pronunciamento na tarde desta terça-feira (28).
O primeiro caso de infecção pela variante no Espírito Santo foi identificado na última quarta-feira (22). A paciente é uma mulher, de 40 anos, moradora de Vitória e que havia viajado para São Paulo no fim de novembro. Ao retornar ao Estado, no início deste mês, ela passou a apresentar quadro de coriza, dor de garganta e febre, quando fez o exame que constatou a covid-19.
Segundo Fernandes a ômicron já vem assumindo predominância na transmissão comunitária em países com características imunológicas semelhantes a que temos no Brasil e no Espírito Santo no que diz respeito ao predomínio da variante delta - atualmente, a mutação responsável pela maioria dos casos de covid.
"Países que tinham a variante delta como predominante na transmissão comunitária já estão vivendo uma transição para um domínio da variante ômicron", explicou o secretário. "Vamos viver, nas próximas semanas, a transição da predominância da variante delta para a variante ômicron que deve impactar na população não vacinada", alertou ele.
De acordo com o gestor, no Espírito Santo, um terço da população ainda não está completamente imunizada contra a covid-19, o que representa cerca de 1,3 milhões de pessoas. Nessa estatística, estão contempladas as crianças (esse grupo ainda não começou a ser vacinado), adultos, idosos e adolescentes que receberam apenas uma dose da vacina e aquelas pessoas que não receberam nenhuma dose do imunizante.
Fernandes destacou que a comunidade científica apresenta dois consensos em relação a ômicron. O primeiro é que essa variante é mais transmissível do que a delta. O segundo é que o risco do paciente infectado pela nova cepa evoluir para um caso mais grave ou internação hospitalar é 40% menor em comparação com a variante delta.
No entanto, por ser mais transmissível, em um cenário de predominância da ômicron no que diz respeito a infecções, há uma possibilidade de uma maior internação de pacientes.
"Ela (ômicron) é uma variante mais transmissível e possuímos uma quantidade de pessoas suscetíveis muito grande no Estado, reconhecendo que uma única dose da vacina não é suficiente para dar uma proteção significativa e importante, e que temos um percentual grande da população ainda não vacinada. Deste total de suscetíveis, um número maior de infectados possíveis podemos ter do que em relação a circulação da variante delta. Desta maneira, se assumirmos que, com circulação das variantes anteriores, de 100 pessoas infectadas, 15 poderiam evoluir para uma internação hospitalar, e com a redução de 40% do potencial de internação com a variante ômicron, teríamos a cada 100 pessoas 9 internando no hospital. No entanto, com ela é mais transmissível a quantidade de pessoas simultaneamente infectadas por semana epidemiológica poderá ser maior, compensando a redução dos números totais de internação pela covid-19 ao longo das próximas semanas", explicou o secretário.
O gestor voltou a pedir a quem ainda não se vacinou ou está com dose em atraso que busque o serviço de saúde e os pontos de vacinação para se vacinar contra a covid-19 e ampliar a cobertura vacinal contra a doença.
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