Vazamento de dados de menina estuprada será apurado por hospital
A superintendente do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), Rita Checon, disse que vai apurar o vazamento de informações feito de forma indevida do prontuário da menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada pelo tio em São Mateus. A informação foi dada durante uma coletiva na tarde de hoje (17).
“Houve algumas notícias de vazamento do prontuário da menor, indevidamente. Nós vamos apurar, não sei se isso ocorreu dentro do hospital, mas digo que a apuração será feita. Se isso aconteceu, vamos tomar todas as devidas providências”, disse Rita Checon, acrescentando que uma sindicância será aberta.
Na manhã de domingo (16), a menina viajou com um familiar e uma assistente social para Pernambuco para fazer a interrupção da gravidez autorizada pela Justiça estadual.
O procedimento precisou acontecer em outro estado porque, segundo Rita Checon, o Hucam não tem protocolo para interromper uma gravidez com 22 semanas e 4 dias e com peso fetal acima de 500 gramas. Todo o processo de atendimento deveria ter ocorrido de forma sigilosa, bem como o prontuário da criança, mas foram divulgados e caíram nas redes sociais.
Em vídeo na internet, a bolsonarista Sara Winter chegou a divulgar o nome da vítima e endereço do hospital onde ela realizaria o aborto, contrariando o que determina o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Após o vazamento dos dados, inclusive detalhes do ultrassom, a chegada da menina causou protestos pró e contra o aborto em frente ao hospital do Recife na tarde de domingo (16). Médicos do hospital foram chamados de "assassinos", e foi necessária intervenção da Polícia Militar para cessar o tumulto.
Comentários