Polenta, caipirinha e torta gigantes: cidades seguem em busca de novos recordes
Maior moqueca e torta capixaba feitas em panela de barro, entre outras iguarias, estão entre as marcas já registradas no Estado
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Torta capixaba, polenta, moqueca e caipirinha. O que essas iguarias culinárias têm em comum vai além do sabor: elas mostram a busca dos municípios, de Norte a Sul do Espírito Santo, por novos recordes nacionais e até internacionais.
Em Anchieta, no ano passado, a chef Kênia Mota liderou a preparação da maior torta capixaba feita em panela de barro, no festival “Nos Passos da Torta Capixaba”. Foram 55 kg de bacalhau, que resultaram em cerca de 155 kg de torta, assada em uma panela com três metros de circunferência.
Antes da apresentação oficial, houve um teste menor. “Eu fiquei torcendo para dar certo, porque ninguém sabia o que ia acontecer. No fim, foi um sucesso”, conta.
Neste ano, a torta terá o mesmo tamanho, já que não foi possível produzir uma panela maior. Mas a aposta agora é em outro recorde: preparar uma muma de siri — mistura de moqueca e pirão de siri — em versão gigante.
“Em julho vamos fazer essa nova receita na mesma panela gigante. Estamos abusando dela, queremos muitos recordes”, brinca Kênia.
Segundo Kênia, a ideia da torta surgiu a partir da própria panela, que já tinha sido usada para uma moqueca em tamanho gigante.
“Eu estava olhando a panela e pensei: 'Gente, essa panela dá para fazer uma torta também'”.
Do outro lado do Estado, Conceição da Barra entrou para a história, em 2019, ao preparar a maior moqueca capixaba do mundo em panela de barro, com 1,42 metro de diâmetro.
O idealizador do projeto, Roberto Malacarne, diz que essa foi uma estratégia para chamar a atenção para a Festa de São Pedro, patrono dos pescadores.
“As pessoas gostaram muito da ideia, o evento foi um sucesso e eu comecei a gostar também”.
O recorde na panela não pôde ser ampliado, mas o município segue servindo a maior moqueca do mundo em porções individuais, com previsão de 1.200 unidades neste ano.
Autointitulado “cozinheiro das multidões”, Roberto tomou gosto pelos desafios e já assinou marcas como a maior porção de carne de sol com aipim do Espírito Santo, em Pinheiros, no ano passado, e a maior paella do País, durante um leilão solidário entre Vila Velha e Aracruz.
“Esse é o meu hobby predileto. Ver aquele tanto de gente comendo com gosto é uma alegria muito grande para mim. E eu quero alcançar cada vez mais recordes”.
Conceição da Barra
Maior polenta do Brasil
A maior polenta do País é produzida durante o Festival da Polenta de Venda Nova do Imigrante, pesando mais de uma tonelada.
Neste ano, a organização quer inovar e realizar o tombo em 360 graus, permitindo que o público acompanhe, de qualquer ponto do espaço, o momento mais aguardado da festa.
A diretora cultural da festa, Andréia Brambilla, conta que o tombo acontece desde 2004 e mobiliza uma equipe grande de voluntários.
“São cerca de 300 kg de fubá cozinhados por horas. Para isso, uma equipe super comprometida começa a preparar logo cedo”.
Torta de morango gigante
A Festa do Morango, em Pedra Azul, município de Domingos Martins, na região Serrana, serve a maior torta de morango do País.
Segundo a Associação Festa do Morango (Afemor), a ideia de fazer a torta gigante surgiu em 2009, quando foi preparada a primeira versão, que tinha 300 kg. Em 2016, o recorde aumentou e agora são servidas duas tortas: uma de 300 kg e outra de 500 kg.
A Afemor diz que o corte da torta se tornou o momento mais aguardado da festa, e que eles já pensam em aumentar o tamanho nos próximos anos, buscando outro recorde.
Marilândia e Rio Novo do Sul
Cidades disputam maior fogueira
Os municípios de Marilândia e Rio Novo do Sul disputam o título de maior fogueira do Espírito Santo.
Em 2024, o agricultor José Carlos Fachim, de 77 anos, construiu uma fogueira de 26 metros de altura para a festa em homenagem a São João em Cachoeirinha, Rio Novo do Sul.
Sua neta, Clarice Fachim, diz que a fogueira mobiliza a comunidade inteira. “Ele começou essa tradição em 2013, com uma fogueira de sete metros de altura”.
Já em 2025, a Prefeitura de Marilândia bateu o recorde com uma fogueira de 27 metros, que foi destaque na I Festa de São João.
Neste ano, a expectativa da cidade é ter uma fogueira ainda maior.
Caipirinha
No ano passado, o Festival da Cachaça de São Roque do Canaã serviu a maior caipirinha do Estado. Foram 1.250 litros, usando mais de 220 litros de cachaça de produtores locais.
Jean Barcelos, sócio da empresa de coquetelaria responsável pelo feito, disse que a expectativa é ser a maior do País até 2027, batendo a de Anhanguera, Goiás, que teve 1.717 litros em 2025.
“O nosso tonel tem capacidade de até 1.800 litros. Este ano, vamos tentar bater os 1.500, para depois, quem sabe, sermos os maiores do Brasil, com cachaça de muita qualidade”.
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